Real Madrid retira-se e dá a 'machadada final' na Superliga Europeia

Fevereiro 11, 2026 - 16:00
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Real Madrid retira-se e dá a 'machadada final' na Superliga Europeia

O Real Madrid anunciou, em forma de comunicado partilhado através das plataformas oficiais, esta quarta-feira, que alcançou um acordo com "a UEFA e a European Football Clubs (EFC) "tendo em vista a resolução do 'imbróglio' criado pela promoção da Superliga Europeia, projeto desportivo que, agora, fica sem um único apoiante.

 

"Após meses de conversas mantidas em benefício do futebol europeu, a European Football Clubs (EFC) e o Real Madrid anunciam que alcançaram um princípio de acordo pelo bem do futebol europeu de clubes, respeitando o princípio do mérito desportivo, e reforçando a sustentabilidade a longo prazo dos clubes e da melhoria da experiências dos adeptos, mediante o uso da tecnologia".

"Este princípio de acordo também servirá para resolver as suas disputas legais relacionadas com a Superliga Europeia, uma vez que se implemente um acordo definitivo", completa a nota partilhada pela direção liderada por Florentino Pérez, sem especificar, ao certo, quais as bases deste entendimento.

Esta tomada de posição por parte do 'colosso' do futebol espanhol surge escassos dias depois de o eterno rival, o Barcelona, ter tornado pública a intenção de "desistir do projeto da Superliga Europeia", deixando-o como o único 'pilar' da tão badalada iniciativa, que terminou... sem nunca sequer ter começado.

A história da Superliga Europeia, um projeto condenado ao fracasso

O mundo do futebol ficou de queixo caído quando, a 18 de abril de 2021, 12 dos maiores clubes do mundo se juntaram para comunicar a criação da Superliga Europeia, uma competição que decorreria em paralelo com os campeonatos nacionais e as provas internacionais, mas exclusivamente envolvendo os seus fundadores.

Neste caso, era eles Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United, Tottenham, AC Milan, Internazionale, Juventus, Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid. De fora ficaram outros 'colossos', como Bayern Munique ou Paris Saint-Germain, que recusaram entrar em rotura com a UEFA.

A pressão levada a cabo pelos 'stakeholders', mas, sobretudo, pelos adeptos levou a que, aos poucos, estes emblemas começassem a abandonar a ideia, até que sobraram apenas Barcelona e Real Madrid, que não se coibiram de abrir uma autêntica 'guerra' judicial com o organismo que rege o futebol europeu.

Em dezembro de 2024, a A22 Sports Management (empresa contratada para promover a competição) deu conta de uma série de alterações aos moldes desta prova, que passaria a abrir-se à participação de outros clubes, mediante o rendimento nas Ligas nacionais, na sequência de uma decisão favorável por parte do Tribunal de Justiça da União Europeia.

Então, sob o nome de Unify League (numa tentativa de conjugar a plataforma de 'streaming' que transmitiria os jogos, alegadamente, de forma gratuita), passou a contar um total de três escalões, denominados Star, Gold e Blue, pelos quais seriam distribuídos os participantes, com base nas prestações desportivas.

Ainda que Barcelona e Real Madrid fossem os únicos interessados conhecidos, a verdade é que foi prometida a participação de 64 emblemas de toda a Europa, que beneficiariam de uma milionária distribuição de prémios. Estes acabaram, no entanto, por nunca surgir, pelo que o projeto chega, agora, ao fim.

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