Real Madrid? Klopp responde com a mulher... e a casa nova
Jurgen Klopp deixou, esta segunda-feira, entreaberta a 'porta' do Real Madrid, clube que, recentemente, avançou para a demissão de Xabi Alonso e consequente 'promoção' de Álvaro Arbeloa, na sequência da derrota sofrida perante o eterno rival, o Barcelona, na tão aguardada final da Supertaça de Espanha, por 3-2.
"Não espero mudar de ideias, mas não sei. Neste momento, nós estamos a construir uma casa, e a minha mulher queria ter uma sala de troféus bastante grande. Havia outra divisão mais pequena, e eu disse 'Esta é suficiente, porque já sabemos quantos troféus temos, não vamos precisar de acrescentar nenhum'. Pode parecer arrogante, mas eu sei que consigo treinar uma equipa de futebol. No entanto, não preciso de fazê-lo até ao meu último dia", atirou.
Estas declarações foram prestadas à Agence France-Presse (AFP), e surgem, sensivelmente, uma semana depois de o próprio alemão (que atua, agora, enquanto diretor de futebol da Red Bull) ter garantido, em entrevista concedida à estação televisiva alemã ServusTV, que não lhe passaria pela cabeça regressar ao ativo, nem mesmo pelos merengues.
""O meu telefone tocou, na verdade, mas não por causa do Real Madrid. Houve, ainda assim, umas poucas pessoas que sentiram a necessidade de trazer isso ao meu conhecimento", começou por afirmar, antes de lamentar que o 'casamento' com Xabi Alonso tenha durado tão pouco tempo.
"No geral, é um sinal de que nem tudo lá está a 100%, quando Xabi Alonso, que demonstrou, durante dois anos, no Bayer Leverkusen, o extraordinário talento que tem enquanto treinador, tem de deixar o Real Madrid, apenas ano e meio depois. Quando substituis uma lenda e um treinador de incrível sucesso, como é o caso de Carlo Ancelotti, que tinha uma maneira muito específica de treinar as equipas, e tentas introduzir novas regras, pode revelar-se demasiado difícil", prosseguiu.
"Sinto mesmo pena dele, porque considero-o um grande treinador. Isto não tem nada a ver comigo, e também não despertou nada dentro de mim. O mercado dos treinadores está a ser remexido, e não é mau viver tudo isto da perspetiva do espectador, sem pensar no que é que isso pode significar para ti, porque estás no lugar certo, onde estás", rematou.
"Nunca me considerei um treinador de classe mundial"
Jurgen Klopp desvalorizou, ainda, o legado que deixou no mundo do futebol, particularmente, no Liverpool, clube que orientou, entre 2015 e 2024, e pelo qual conquistou uma Liga dos Campeões, uma Supertaça Europeia, um Campeonato do Mundo de Clubes, uma Premier League uma Taça de Inglaterra, uma Taça da Liga e uma Supertaça de Inglaterra.
"Eu nunca me considerei um treinador de classe mundial, porque ainda tinha várias questões, quando terminei. Pensei 'Como é que posso ser de classe mundial se ainda tenho estas questões?'", confessou, antes de esclarecer, ao certo, qual é o papel que desempenha, neste momento, no 'universo' da Red Bull.
"O meu trabalho junto dos treinadores é ser o tipo que eu nunca tive. Eu sentava-me no meu escritório muitas, muitas, muitas vezes, muito, muito, muito sozinho. Muitas pessoas deram-me conselhos e tinham grandes ideias... É ótimo ter ideias, mas não é assim tão fácil tomar a decisão final. Eu quero estar nos momentos nos quais sei que eles estão sozinhos ou se sentem sozinho. Quero estar lá", concluiu.
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