"Rajada típica". Ira de Mourinho após o Atlético-Benfica já corre mundo
Ninguém ficou indiferente às duras críticas tecidas, ao final da noite de sexta-feira, aos próprios jogadores do Benfica, na sequência da (fraca) exibição assinada no triunfo conquistado sobre o Atlético Clube de Portugal, no Estádio do Restelo, por 0-2, que valeu o apuramento para os oitavos de final da Taça de Portugal.
Aqui ao lado, em Espanha (onde orientou o Real Madrid, entre 2010 e 2013), o jornal As dá destaque à "explosão" do treinador português, concluindo que levou consigo, para o Estádio da Luz, "os seus mais e menos", sublinhando, sobretudo, a maneira como o próprio catalogou de "inaceitável a atitude de alguns dos jogadores", na quarta eliminatória da prova rainha do futebol nacional.
Em Inglaterra (onde comandou Chelsea, Manchester United e Tottenham), o Daily Mail escreve que o Special One levou a cabo "uma das suas típicas rajadas pós-jogo": "O treinador orquestrou a vitória sobre o inferior português Atlético CP, mas arrasou os seus jogadores, depois, falando de traição e declarando que deveria ter feito nove substituições, ao intervalo".
"O Atlético CP é uma equipa pequena, de Lisboa, atualmente, no terceiro escalão do futebol nacional, e teria sido imensamente embaraçoso para o Benfica escorregar perante eles. Mas a casca de banana foi evitada à justa, ainda que com Mourinho ainda enraivecido pela exibição da sua equipa", pode ler-se.
Em Itália (onde liderou a AS Roma), o portal Tuttomercatoweb é dado eco à maneira como o sadino "trovejou", no Estádio do Restelo. Finalmente, em Turquia (onde teve a mais recente 'aventura' no estrangeiro, ao leme do Fenerbahçe), o jornal Fanatik escreve, sem rodeios, que "acusou os seus jogadores de traição".
Afinal, o que disse José Mourinho?
Este interesse por parte da imprensa desportiva internacional surge depois da 'bombástica' conferência de imprensa na qual José Mourinho não fez por menos, atirando: "Na primeira parte, o Benfica não jogou, e, pior do que não ter jogado, foi não ter entrado em campo. E, pior do que não ter estado em campo, foi ter tantos jogadores com uma atitude que nem em treino é admissível. Não me consigo recordar de um único treino onde a atitude tivesse sido aquilo que foi hoje".
"Logo desde o primeiro minuto, houve perdas de bola absolutamente ridículas. O Restelo é muito ventoso, principalmente, nesta altura do ano, à noite, e causa muitas dificuldades para quem está a jogar contra o vento, mas tivemos muitos passes errados, os médios a não se darem ao jogo, os atacantes a baixarem muito e a perder o controlo...", prosseguiu.
"Um jogo tão mau que me fez dizer aos jogadores, ao intervalo, que ia mudar quatro, e que não podia mudar cinco porque não podia jogar 45 minutos sem uma substituição no bolso, mas que gostaria de mudar nove. Para, na minha cabeça, ter vontade de mudar nove, era porque a coisa estava feia, não no sentido de estarmos em risco de ser eliminados ou de não ganhar o jogo, mas porque tenho um conceito de profissionalismo. Há coisas que me custam a entrar", completou.
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