Raimundo diz que candidatos do "consenso neoliberal" estão "a encostar-se"
"O António Filipe tem tido uma expressão que eu acho que é muito feliz, que é: há ele e há os candidatos do consenso neoliberal. O que os candidatos do consenso neoliberal estão a fazer é arrumarem-se", comentou Paulo Raimundo, a propósito das declarações de João Cotrim Figueiredo sobre um eventual apoio a outros candidatos caso não passe à segunda volta.
À agência Lusa, o secretário-geral comunista disse compreender que esses candidatos estejam "a encostar-se uns aos outros para garantir que o consenso liberal continua".
"Mas cá está António Filipe e a sua candidatura para travá-lo", pontuou.
Para Raimundo, o candidato apoiado pelo PCP às eleições presidenciais de domingo é "o candidato do povo e dos trabalhadores".
"Na prática, há duas grandes opções para os trabalhadores nestas eleições: ou votam num candidato que os apoia, aos seus interesses, aos seus direitos, com um rotundo não ao pacote laboral, ou apoiam candidatos que, com mais ou menos conversa, aquilo que vão fazer é justificarem, quando lá chegarem, a política que está em curso contra os direitos dos trabalhadores. É uma opção que as pessoas têm de fazer: ou votam nos seus, ou votam naqueles que, em seu nome, vão prejudicar as suas vidas", distinguiu.
Depois de a reunião do primeiro-ministro, Luís Montenegro, com a CGTP ter sido remarcada pela segunda vez, agora para 20 de janeiro, e de também a reunião de Concertação Social sobre a lei laboral ter sido adiada, Raimundo admitiu que existe "uma gestão política do assunto".
"Eu queria registar o facto de o senhor primeiro-ministro na semana passada, no debate quinzenal, ter passado por cima desse assunto. Eu compreendo porquê: primeiro, porque ele está a fazer uma gestão política dos acontecimentos. [...] No fundo, o Governo está a mandar para depois das eleições [presidenciais] a gestão desta sua dificuldade", avaliou.
Assim, identifica uma "dificuldade concreta": "este é um tema que lhes dói".
"Nós não vamos largar este tema" das alterações à lei laboral, prometeu, lembrando que António Filipe está a introduzir o assunto no debate presidencial.
Os portugueses elegem o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa no domingo, numas eleições com recorde (11) de candidatos e cuja segunda volta, a realizar-se, decorrerá em 08 de fevereiro.
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