Raimundo acusa Montenegro de obsessão por apertar a vida de quem trabalha

Janeiro 15, 2026 - 23:00
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Raimundo acusa Montenegro de obsessão por apertar a vida de quem trabalha

Em declarações durante uma arruada na Rua Santa Catarina ao lado do candidato presidencial António Filipe, o dirigente comunista considerou normal a participação do chefe do Governo na campanha eleitoral, assegurando que isso não o preocupa.

 

Raimundo admitiu, contudo, estar precupado com as propostas de Montenegro para o país, com "a sua ideia de perceção de problemas na saúde, a sua obsessão para apertar a vida de quem trabalha com o pacote laboral, o seu compromisso com o negócio da habitação que está em curso". "Isso sim é que me preocupa", disse.

Mantendo o tom crítico, Paulo Raimundo acusou também Luís Montenegro de atirar a solução dos problemas que enumerou para a frente.

Afirmando ser esta "uma tática" adotada pelo Governo, exemplificou com o desfecho das negociações sobre o pacote laboral em que "está a ser tudo adiado para depois das eleições". Mas a candidatura de António Filipe não o tem permitido, sustentou, porque o candidato apoiado pelos comunistas "tem dado voz ao combate ao pacote laboral, tem dado voz àquilo que é necessário para quem trabalha, salários, dignidade e respeito".

"Está aqui o homem do trabalho e era bom que o trabalho também tivesse aqui o seu homem no próximo domingo", disse o secretário-geral comunista, que integrou o grupo de várias centenas de apoiantes de António Filipe que fizeram a arruada na baixa do Porto

Sobre o candidato, Paulo Raimundo lembrou que "António Filipe é uma pessoa conhecida, experimentada, com traquejo, conhecedora e uma pessoa séria, muito séria, e que está empenhada, do ponto de vista pessoal também, em mudar a vida daqueles que trabalham, que criam a riqueza, que põem o país a funcionar todos os dias, que trabalharam a vida inteira, em particular os jovens".

Frisando, por isso, ser "um orgulho estar ao lado de António Filipe", o dirigente comunista expressou depois que "se cada um decidir por si sem chantagem, sem pressões, olhando para os seus próprios interesses, tem aqui o seu candidato", apelando depois aos "que estão indecisos [que] percam a indecisão de uma vez por todas e votem pelas suas vidas. E para votarem pelas suas vidas, têm que votar em António Filipe".

As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026.

Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde.

Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.

Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.

A campanha eleitoral decorre de 04 a 16 de janeiro.

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