Qual é o peso da 'mochila'? Ríos doma Sporting e Benfica evita desastre
O 326.º dérbi entre Benfica e Sporting não desiludiu. Na abertura da 13.ª jornada da I Liga, os rivais de Lisboa foram a jogo, na noite desta sexta-feira, no Estádio da Luz, mas as forças foram equilibradas e o empate (1-1) foi o resultado final.
Na primeira meia hora, apenas jogou uma equipa. Os leões inauguraram o marcador aos 12', através de Pedro Gonçalves, que contou com preciosa ajuda de Trubin. Os encarnados demoraram, mas encontraram o antídoto para o processo ofensivo verde e branco. A vertente física foi a chave.
Richard Ríos e Enzo Barrenechea começaram a ganhar duelos e fecharam completamente o corredor central ao leão. Sudakov (27') lançou a festa nas bancadas da Luz, deixando água na boca para a segunda parte.
Os segundos 45 minutos foram intensos, mas escassearam oportunidades de golo. O Sporting foi inexistente no ataque, mas o Benfica não soube capitalizar a supremacia territorial. O pulmão de Richard Ríos tentou galvanizar os companheiros, mas o Benfica 2025/26 peca muito nos últimos 30 metros, pela falta de dinâmicas e até por alguns génios, que tirem 'coelhos' da cartola em momentos decisivos.
Com isto, o FC Porto poderá acabar a ronda com cinco pontos de vantagem sobre o Sporting e oito para o Benfica.
Vamos então às notas da partida
Figura
É neste tipo de jogos que Richard Ríos demonstra as razões da sua contratação no último verão, a troco de 27 milhões de euros. A capacidade de pressionar, apertar e 'morder' o adversário é algo de assinalar e coloca quem por está por perto em sentido. Frente ao Sporting, o seu 'pulmão' foi inesgotável. Com a chegada de Mourinho, o médio colombiano subiu de rendimento e terminou o primeiro dérbi da carreira em Portugal como o Homem do Jogo.
Surpresa
Sudakov voltou a ser o melhor elemento do ataque encarnado. Partiu dos pés dele o primeiro remate do coletivo, aos 22'. Pouco depois, aos 27', acertou na baliza de Rui Silva. Na segunda parte, voltou a tentar a sua sorte, mas sem sucesso. Não foi presa fácil para Ivan Fresneda, que viu o cartão amarelo depois de cair na 'armadilha' do camisola 10. O toque de bola não engana ninguém. Na ausência de extremos, teve de ser derivado para uma ala, que não é o seu lugar, mas não deixou de ter influência.
Desilusão
Jogo apagado de Francisco Trincão, que ficou 'escondido' do jogo desde o toque que sofreu na primeira parte. Vinha de jogos de alto nível, mas o camisola 17 não apareceu no relvado do Estádio da Luz e a equipa ressentiu-se disso.
Os treinadores
José Mourinho
A experiência é um posto. A equipa entrou (muito) mal no jogo, sofreu um golo, mas o treinador mandou um sinal para dentro de campo, pedindo 'calma'. Os jogadores ouviram-no e a equipa subiu de produção. É verdade que o Benfica procurou a vitória, mas foi notório uma vez mais a falta de confiança do técnico no banco. Apenas mexeu aos 81 minutos com o resultado 1-1. É certo que ainda não perdeu em Portugal, mas o clube da Luz já perdeu 8 pontos em casa desde a sua chegada ao comando técnico, em setembro.
Rui Borges
O Sporting 'amassou' o Benfica no meio-campo durante meia hora, mas o golo madrugador trouxe os velhos fantasmas. Com o passar do tempo, o coletivo recuou em demasia e permitiu a reação do adversário. Nada fazia crer a exibição leonina na etapa complementar, sem qualquer remate enquadrado. Num espelho da presente temporada, o Sporting voltou a desiludir num jogo de grande dimensão. São já dois jogos sem ganhar ao Benfica.
Árbitro
Exibição tranquila para António Nobre, da AF Leiria, no seu primeiro dérbi. No lance que marcou o jogo, aos 90+2', esteve bem em admoestar o vermelho direto a Prestianni pela gravidade da falta, que colocou a integridade física do adversário em risco.
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