Pyongyang: "Resposta terrível" em caso de incursão de drones do Sul

Fevereiro 13, 2026 - 08:00
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Pyongyang: "Resposta terrível" em caso de incursão de drones do Sul

Kim Yo Jong, influente irmã do líder norte-coreano, lançou num comunicado divulgado pela agência noticiosa oficial KCNA "um aviso preliminar" de que "o reaparecimento de tal provocação, violando a soberania inalienável da RPDC (República Popular Democrática da Coreia), irá certamente provocar uma resposta terrível". 

 

Embora tenha reconhecido que Seul tomou medidas "significativas" após a incursão de 'drones', em janeiro, Kim Yo Jong enfatizou que violar a soberania norte-coreana é inaceitável em quaisquer circunstâncias. 

"Não nos importa quem operou a infiltração do 'drone' no espaço aéreo da RPDC, ou se foi um indivíduo ou uma organização civil", afirmou. 

"Exorto as autoridades da República da Coreia (Coreia do Sul) a tomarem as precauções necessárias para garantir que um ato tão insensato não se repita", acrescentou. 

 Após Pyongyang anunciar no mês passado que tinha abatido um 'drone' equipado com "equipamento de vigilância" perto da cidade de Kaesong, a poucos quilómetros da fronteira bilateral fortemente militarizada, as autoridades sul-coreanas iniciaram uma investigação e na terça-feira os gabinetes de inteligência sul-coreanos em Seul foram alvo de buscas. 

Pyongyang exigiu uma "explicação detalhada" a Seul sobre o incidente. 

As fotos publicadas pela KCNA mostraram os destroços do 'drone' e componentes apresentados como destroços da câmara.  

Os militares norte-coreanos alegaram que o 'drone' tinha captado imagens de "alvos importantes" em zonas fronteiriças. 

A KCNA acusou ainda a Coreia do Sul de sobrevoar Kaesong em setembro com um 'drone' semelhante, que terá caído após ter sido desativado por interferência eletrónica. 

Os militares sul-coreanos alegaram não ter qualquer envolvimento com os 'drones', e que estes eram um modelo comercial disponível que não utilizam.  

Seul sugeriu inicialmente que civis tinham organizado as operações sobre o Norte e o Presidente, Lee Jae-myung, condenou o incidente, sublinhando que tais ações corriam o risco de desencadear um confronto armado entre os dois países, que nunca assinaram um tratado de paz após a Guerra da Coreia (1950-1953). 

Três civis foram acusados pelo seu alegado envolvimento no incidente. 

Um deles assumiu publicamente a responsabilidade, afirmando que tinha pilotado o 'drone' para medir os níveis de radiação e contaminação por metais pesados em redor da central de processamento de urânio de Pyongsan, na Coreia do Norte. 

Mas as autoridades sul-coreanas anunciaram na terça-feira que também estavam a investigar três soldados e um oficial dos serviços de informações por suspeitas de envolvimento. 

A dinastia Kim governa o país com 'mão de ferro' desde a sua fundação em 1948, tendo Kim Jong-un sucedido ao pai e ao avô. 

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, prepara-se para nomear a filha Ju-ae como sucessora, avançou um deputado após uma reunião com os serviços secretos, quando se prepara a grande cerimónia do poder em Pyongyang este mês.  

O atual líder, que mantém secretismo sobre a descendência, aparece cada vez mais com a filha adolescente, Kim Ju-ae, em eventos oficiais importantes, levando a crer que é a favorita para a sucessão. 

A informação baseia-se, nomeadamente, numa visita em janeiro ao Palácio do Sol Kumsusan - onde repousam o fundador Kim Il-sung e o filho deste e segundo líder supremo, Kim Jong-il -, durante a qual Ju-ae prestou homenagem aos antepassados ao lado do pai. 

No congresso do partido no poder em Pyongyang no final do mês, o Governo deverá revelar as orientações nacionais, desde a política externa à economia, passando pela defesa e avanços no armamento nuclear. 

A reunião também serve frequentemente como tribuna para anunciar mudanças na liderança do Partido dos Trabalhadores da Coreia. Analistas acreditam que Ju-ae poderá ser nomeada primeira secretária do comité central, ou seja, a número dois do PTC.

Leia Também: Quem é Ju-ae, a "filha respeitada" (e herdeira) do líder norte-coreano?

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