PS dá anuência a adiamento de debate e quer que se realize na sexta-feira

Fevereiro 11, 2026 - 15:00
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PS dá anuência a adiamento de debate e quer que se realize na sexta-feira

Fonte da bancada do PS disse à agência Lusa que a anuência dos socialistas ao adiamento do debate quinzenal, que deveria acontecer hoje às 15h00, na Assembleia da República, se deve à situação de risco de cheias no Mondego, tendo igualmente como pressuposto que o ato de escrutínio ao Governo pelos deputados possa ser reagendado para sexta-feira de manhã.

 

O presidente da Assembleia da República está a consultar os membros da conferência de líderes sobre um eventual adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro, sendo que o PSD também já deu anuência.

De acordo com fonte parlamentar, José Pedro Aguiar-Branco tem estado em contacto com o Governo e com os representantes dos vários grupos parlamentares sobre esse eventual adiamento do debate quinzenal, sobretudo por causa do agravamento da situação de risco de inundações na região de Coimbra.

Nesses contactos, pede-se a cada um dos grupos parlamentares que responda a esta questão de um eventual adiamento do debate quinzenal até às 12h00 de hoje.

Como alternativa, José Pedro Aguiar-Branco coloca a possibilidade de o debate quinzenal com o primeiro-ministro se realizar na sexta-feira, pelas 10h00.

Haveria, por outro lado, um reagendamento dos temas que seriam debatidos em plenário nessa sexta-feira na próxima Conferência de Líderes de 18 de fevereiro.

A Iniciativa Liberal anunciou hoje que ia pedir o adiamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro agendado para esta tarde, devido ao agravamento da situação em Coimbra, disse à Lusa fonte da direção parlamentar.

No plano político, caso se mantenha a realização do debate quinzenal, hoje, acontecerá um dia depois da demissão de Maria Lúcia Amaral das funções de ministra da Administração Interna.

Face ao risco de as margens do Mondego colapsarem, a Câmara de Coimbra decidiu na noite de terça-feira avançar com uma retirada preventiva em várias zonas do concelho, que abrange entre 2.800 a 3.000 pessoas, afirmou, na altura, a presidente do município, Ana Abrunhosa.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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