PS critica "fantasia" na saúde e pergunta se haverá suborçamentação
No segundo dia do debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2026 (OE2026) que decorre no parlamento, o PS escolheu o tema da saúde uma intervenção de fundo, uma área em que acusa o Governo de ter falhado e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, de ter "uma tripla responsabilidade na desilusão que os portugueses hoje sentem", desde logo por ter criado uma expectativa a que "não soube responder".
"Todos no SNS sabem que estão entregues a si próprios, e que quando algo corre mal o que os espera é uma desautorização, uma inspeção e, cedo ou tarde, mais uma demissão", criticou Mariana Vieira da Silva, apontando "ausência de estratégia e de capacidade de resolução".
Segundo a deputada do PS, o OE2026 para a saúde devia permitir "uma discussão sobre o caminho que está a ser seguido, mas com o documento apresentado, a fantasia é tal que torna impossível qualquer discussão séria".
"O exercício aqui apresentado é um exercício que inverte completamente o comportamento orçamental do SNS nos últimos anos, sem que em parte alguma se diga que medidas vão ser tomadas para justificar estas alterações tão drásticas", condenou.
Referindo um "aumento muito inferior ao dos últimos anos" nas transferências do orçamento para o SNS, Mariana Vieira da Silva apontou ainda a "redução de 10,1% na aquisição de bens e serviços", considerando que "ninguém tinha saudades" dos discursos dos cortes nas gorduras do estado e dos consumos intermédios como resposta aos problemas da saúde.
"A pergunta é simples: o que está por trás deste número é o regresso à política de suborçamentação ou haverá cortes? Se há cortes, onde serão? Nos medicamentos? Nas convenções? Desistiram das Unidades de Saúde Familiar tipo C? Que números e que medidas justificam esta redução", questionou a antiga ministra.
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