Próximo Presidente enfrenta "circunstâncias de extrema dificuldade"

Janeiro 18, 2026 - 20:00
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Próximo Presidente enfrenta "circunstâncias de extrema dificuldade"

O antigo Presidente da República António Ramalho Eanes defende que o próximo chefe de Estado vai enfrentar "circunstâncias internas e internacionais de extrema dificuldade".

 

"Eu creio que estas eleições exigem que olhemos para as responsabilidades sociais. Elas são importantes como quaisquer outras. Diria mais ainda porque, embora a pessoa eleita tenha as competências que são estabelecidas, a verdade é que essas competências vão ser exercidas em circunstâncias internas e internacionais de extrema dificuldade", considerou, em declarações aos jornalistas depois de ter votado na Escola Básica e Secundária Luís António Verney, em Lisboa.

"Internamente sabemos que há uma fragmentização partidária que naturalmente torna mais difíceis os entendimentos para encontrar respostas transformadoras aos grandes problemas", tais como na Saúde e na Educação e, externamente, "a situação é uma situação dramática, mesmo para nós".

"Nós temos de investir na Defesa, temos de financiar parte da Ucrânia, temos de responder às nossas necessidades externas com a NATO e temos, naturalmente, de salvaguardar o nosso território", enumerou.

"O mundo, como aliás já se viu, passou da Lei da Ordem para o poder e a desordem", afirmou, dando os exemplos da Ucrânia, Médio Oriente, África e Venezuela.

Questionado sobre o que mudou desde 1976, quando chegou à Presidência da República, Eanes responde que "mudou tudo". "Naquela altura era um mundo muito complicado, mas que não criava grandes problemas", considera. "Hoje, tudo é imprevisível. Hoje, aquilo que eram os grandes parâmetros sociopolíticos saídos da Segunda Guerra Mundial acabaram [...]. O mundo hoje é um mundo muito pior, muito mais problemático."

Ramalho Eanes diz que olha para o futuro "com grande preocupação" e acha que o novo Presidente da República vai exercer as suas funções em "circunstâncias particularmente difíceis" e mais imprevisíveis. Daí que, defende, é preciso ter "grande preocupação em escolhê-lo", uma vez que o novo chefe de Estado deverá ter uma série de qualidades e "uma grande capacidade de liderança" e de "estar disponível para apoiar o Governo e estimular o Governo a encontrar soluções" num meio adverso.

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