Pressionar Governo? "Realidade é a maior pressão, pessoas estão aflitas"
António José Seguro está em Proença-a-Nova, na manhã desta terça-feira, a visitar a população atingida pela depressão Kristin.
Aos jornalistas, o candidato presidencial assegurou que não está no local para "estorvar os trabalhos da Proteção Civil", está sim para "verificar se apoios que foram divulgados chegaram mesmo, se estão a se concretizar".
"Venho precisamente para fazer aquilo que disse: manter viva a necessidade dos apoios que foram anunciados chegarem rapidamente aos locais onde é necessário", atirou, em frente a uma empresa que "precisa desses apoios para rapidamente reconstruir quer o edificado, quer alguns equipamentos que foram danificados".
Se for eleito Presidente da República, Seguro garante que, "imediatamente" a seguir à tomada de posse, vai "voltar a estas zonas que foram bastante afetadas para verificar se os apoios que foram divulgados chegaram mesmo, se se estão a concretizar".
Para o candidato presidencial, uma das funções do Chefe de Estado é "precisamente, ser vigilante, vigiar se, de facto, as coisas acontecem como foram prometidas".
Questionado sobre o tipo de pressão que deve ser feita ao Governo, perante as acusações de falta de apoio e presença, Seguro foi claro: "a realidade é a maior pressão, as pessoas estão aflitas".
"Quer os empresários, quer as pessoas que ficaram com danos nas suas casas precisam, rapidamente, desses apoios. Portanto, eu não percebo qual é a dúvida. Eles têm de chegar rapidamente. É no momento de aflição que as pessoas precisam de ter esses apoios", atirou, acrescentando que a pergunta da falta de apoios "tem de ser dirigida a quem tem a responsabilidade de os fazer chegar".
Sobre se pondera falar com o Governo sobre a falta de respostas à população afetada pelo mau tempo até o dia das eleições (domingo, 8 de fevereiro), Seguro assumiu que "se isso for útil para garantir e para ajudar a que os apoios possam chegar, naturalmente que sim".
"Eu não pouparei nenhum trabalho que eu possa desenvolver ou ação que possa concretizar para que, de facto, os apoios cheguem ao terreno", afiançou, apesar de "neste momento", não ver necessidade para que isso aconteça.
"O meu apelo e a minha exigência é para que os apoios cheguem", concluiu.
Recorde-se que a depressão Kristin que atingiu Portugal no passado dia 28 de janeiro já provocou 10 mortes. O Centro do país foi o mais atingido pelo mau tempo. São muitos os milhões em danos. Empresas e casas destruídas e milhares de famílias ainda sem eletricidade, sete dias depois da tempestade assolar Portugal.
O Governo tem sido muito criticado ao longo dos dias. Da falta de apoios à invisibilidade, passando pela impreparação e comentários desprovidos.
Nas últimas horas, por exemplo, dois dos ministros de Luís Montenegro assumiram mesmo que não sabem o que falhou.
E um deles, o ministro da Economia, Manuel Castro Almeida, sugeriu mesmo que, até os apoios chegarem - no final do mês -, as pessoas utilizem o "ordenado do mês passado".
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