"Presidente próximo encontra o mundo numa situação mais complicada"
"Acho mesmo que precisamos de uma Presidente da República que seja interventivo e, por isso, é que tenho dito que candidatos apoiados pelo primeiro-ministro, ou que querem muito o apoio do primeiro-ministro, ou que querem, pelo menos, que o primeiro-ministro lhes dê uma palavra de conforto não servem o país neste momento", afirmou a candidata a Belém.
Em declarações aos jornalistas no final de uma visita às oficinas da CP e do Metro do Porto em Guifões, Matosinhos, Catarina Martins foi questionada sobre as declarações do atual Presidente da República, que considerou que quem lhe suceder terá a tarefa mais difícil devido à situação internacional.
"O Presidente próximo encontra o mundo e a Europa numa situação mais complicada do que eu encontrei. Há que fazer essa justiça", declarou Marcelo Rebelo de Sousa.
Justificando que os candidatos próximos do Governo -- sem nomear -- não servem porque o Estado, sob esse executivo, está a falhar, Catarina Martins defendeu antes a necessidade de um chefe de Estado interventivo e exigente.
"Precisamos de uma Presidente da República exigente. Exigente, porque defende quem trabalha e quem vive com tanta dificuldade o quotidiano. Essa Presidente sou eu", afirmou.
A propósito do atual contexto internacional, Catarina Martins entende que Portugal "pode e deve" pronunciar-se em defesa da paz e do direito internacional, afirmando que a posição assumida até agora, desde o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, é insuficiente.
Quanto a si, assegurou que, se for eleita, fará questão de recordar o Governo "todos os dias" que o direito internacional "é para cumprir e levar a sério, quando está em causa a Groenlândia, como quando está em causa a Ucrânia, Gaza ou qualquer outro ponto do mundo".
"É a consistência dos valores que traz segurança a todo mundo e numa altura em que temos (Donald) Trump na Casa Branca a querer semear a guerra em todo lado, a consistência da solidariedade do direito internacional é mais importante do que tudo", argumentou.
Ressalvando que a condenação das ações dos Estados Unidos e das declarações do presidente norte-americano não significam o corte de relações com aquele país - que defende que devem manter-se -, Catarina Martins sublinhou que "Portugal não é um súbdito e não tem de ficar calado".
"Podemos, seguramente, manter relações que protegem as comunidades portuguesas ao mesmo tempo que dizemos, com seriedade, que o direito internacional é para cumprir e que não aceitamos ameaças vindas de onde vierem", afirmou.
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