"Presidente não deixa de ter convicções. Não deixarei valores do Chega"
O candidato presidencial André Ventura garantiu, esta sexta-feira, que o cartão de militante do Chega não iria ficar 'encostado' à entrada de Belém, com as eleições para o cargo a serem disputadas já a 18 de janeiro.
"Não deixo de ser militante, como não deixo de ter outras opções culturais, sociais e políticas e de natureza recreativa", afirmou, em declarações aos jornalistas na Fundação Serralves, no Porto, onde com outros candidatos presidenciais participou numa conferência do jornal ECO.
"Como disse ali, em tom de ironia, também não deixarei de ser membro da associação de defesa dos animais a que pertenço e que para mim é uma causa importante", afirmou.
Durante as declarações aos jornalistas deixou claro que um "Presidente não deixa de ter convicções" e que deixará de ser presidente do Chega "por força das funções", se assumir o cargo de Presidente.
"Não deixarei de ser do Chega, não deixarei de ter os valores do Chega e não deixarei de me identificar com o Chega. Aliás, não há ninguém que vá votar no dia 18 que não seja porque tem os valores que são os do Chega que acha que eu posso corporizar na Presidência da República", sublinhou.
Ventura falou ainda sobre o setor da saúde, antevendo que iria falar do tema em debates apenas com o adversário Henrique Gouveia e Melo - e considerando que "é mau" para os outros candidatos não quererem abordar o tema.
"Vi com tristeza que dois destes oponentes não querem fazer esse debate. Mas também pode ser por alguma incompetência. Num caso [António José Seguro] está muito afastado da vida pública há muito tempo, pode não ter contacto com a realidade do que se passa em Portugal nesta matéria", disse o também presidente do Chega.
Já sobre Marques Mendes, aventou que não quer participar no debate "se calhar, porque está tão comprometido com o que o Governo tem feito de mal na saúde, que não se quer colar ao que o Governo tem feito".
Quanto à Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que está envolvida numa polémica após a morte de uma grávida e do seu bebé no Amadora-Sintra, Ventura disse: "O senhor primeiro-ministro já devia ter dito à senhora ministra que tem que assumir essa responsabilidade e que a culpa em Portugal não pode morrer solteira. Nós não podemos ter um país em que as pessoas morrem nos centros de saúde à espera de consulta ou morrem à porta dos hospitais ou não conseguem chegar às urgências e nada acontece".
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