Presidenciais? Joana Amaral Dias recorre (e deixa críticas): "Traída"

Dezembro 26, 2025 - 20:00
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Presidenciais? Joana Amaral Dias recorre (e deixa críticas): "Traída"

Joana Amaral Dias revelou, esta sexta-feira, que interpôs um recurso no Tribunal Constitucional (TC), a propósito do chumbo da sua candidatura às eleições presidenciais, que irão realizar-se no dia 18 de janeiro de 2026.

 

Através de uma publicação nas suas redes sociais, Joana Amaral Dias reagiu às notícias que dão conta de que a sua candidatura a Belém foi chumbada por parte do Tribunal Constitucional.

Três candidatos - Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa -, recorde-se, foram excluídos da corrida a Belém depois de não terem corrigido no prazo estipulado irregularidades que tinham sido identificadas nas suas candidaturas.

"Noticia-se que a minha candidatura à Presidência da República foi chumbada pelo Tribunal Constitucional. Agora que passaram as tréguas natalícias, gostaria de esclarecer", começou por dizer. 

Joana Amaral Dias agradeceu "humildemente a todos os que acreditaram e a apoiaram" a sua candidatura. "A todos os incansáveis e generosos, bem haja", referiu, lamentando que "um dos objetivos - ir a votos - fosse gorado".

"Informo que interpusemos recurso no TC e aguardamos ainda resposta", prosseguiu

E acrescentou: "Recordo, todavia, que o objetivo de estar nos debates e na cobertura mediática- para afirmar o meu projeto para Portugal- foi frustrado não por minha vontade ou empenho mas pelo cartel televisivo que se achou no direito de decidir quem integra a democracia, com critérios fraudulentos. Tanto assim é que, depois de meses de silenciamento, finalmente reapareci nas sondagens com o dobro das intenções de voto dos que tiveram a oportunidade de participar em tudo".

Desta forma, Joana Amaral Dias deixou críticas à comunicação social, notando que "grande parte do país só ficou a saber" da sua candidatura quando deixou "de ter essa possibilidade de ser candidata".

"Para já, é certo que o TC não validou as assinaturas necessárias. Para a recolha destas 7.500, por norma, os candidatos contam com uma equipa, óbvio. Acontece que houve uma sabotagem interna no ADN, partido que endossou a minha candidatura", adiantou.

A candidata, apoiada pela ADN, explicou que "esse grupelho procurou, de várias formas, denegrir" a sua imagem, assim como a de Bruno Fialho "e atacar o partido, numa tentativa de assalto ao poder". "A minha confiança foi traída por quem deveria servir ideais e não interesses pessoais ou a destruição de um projeto, colocando-se ao lado do boicote das TV's", apontou.

Joana Amaral Dias salientou, no entanto, que "apesar da sabotagem", conseguiu "retificar e entregar toda a documentação nos dois dias concedidos pelo TC" e que aguarda assim "a sua resposta final".

"Ainda que a probabilidade de passar seja mínima, a luta por uma política honesta, patriótica e popular continuará. Pessoas como nós, nunca desistem. Felicito todos os que vão a votos e desejo que a restante campanha seja esclarecedora", concluiu.

José Cardoso apresenta "reclamação" junto do TC

A candidatura presidencial de José Cardoso apresentou, na terça-feira, dia 23 de dezembro, uma "reclamação junto do Tribunal Constitucional, na sequência da decisão de não aceitação provisória da sua candidatura às eleições presidenciais", que se realizarão no dia 18 de janeiro de 2026. 

Num comunicado, citado pela RTP Notícias, a candidatura salienta que "o prazo de 48 horas concedido para suprimento da falta de 'assinatura', coincidiu integralmente com um fim de semana, circunstância que, na prática, inviabilizou o cumprimento integral das exigências formuladas"

Desta forma, a candidatura explica que para "o processo de recolha de certidões de eleitores" é necessário o "funcionamento das Juntas de Freguesia, as quais, como é do conhecimento geral, não asseguram atendimento regular aos fins de semana". 

José Cardoso apresenta queixa ao TC:

José Cardoso apresenta queixa ao TC: "Prazo coincidiu com fim de semana"

O candidato às eleições presidenciais de 18 de janeiro José Cardoso refere, em comunicado, que irá avançar com uma queixa ao Tribunal Constitucional, tendo em conta a decisão de "não aceitação provisória" da sua candidatura. Notícias ao Minuto | 09:44 - 24/12/2025

Ricardo Sousa: "Não era falta de assinaturas. Era falta de certidões de eleitor"

Também o candidato Ricardo Sousa se queixou da posição do Tribunal Constitucional. Numa entrevista à Antena 1, Ricardo Sousa refere que não foi por "falta de assinaturas" que a sua candidatura foi excluída, mas sim por "falta de certidões".

"Tínhamos certidões espalhadas por mais de uma centena de Juntas. Era humanamente impossível recolher as certidões. Se nos faltassem assinaturas, percebia claramente o comportamento que foi tido em conta. No nosso caso, não era falta de assinaturas. Era falta de certidões de eleitor para confirmar as assinaturas que lá estavam com identificação do número de cartão de cidadão. Acho que aqui o tratamento podia ser diferente e, nesta altura, teríamos a candidatura de pé", afirmou. 

No entender de Ricardo Sousa, bastava o Tribunal Constitucional ter "dado mais um dia ou dois ou esses dois dias sendo úteis" e que, assim, a sua candidatura ainda estaria de "pé".

Constitucional exclui três candidatos presidenciais. Porquê?

De recordar que o Tribunal Constitucional indicou, na passada terça-feira, que não admitiu as candidaturas às eleições presidenciais de Joana Amaral Dias, Ricardo Sousa e José Cardoso, após não terem corrigido no prazo estipulado irregularidades que tinham sido identificadas.

Na sexta-feira passada, o Tribunal Constitucional (TC) indicou num acórdão que tinha admitido 11 candidaturas às eleições presidenciais, enquanto outras três tinham sido notificadas para corrigirem, no prazo de dois dias, irregularidades que tinham sido identificadas. O prazo passou e as falhas não foram corrigidas.

Num acórdão divulgado na terça-feira, dia 23 de dezembro, o TC salientou que, findo esse prazo, nenhuma das três candidaturas supriu as irregularidades em questão.

Constitucional exclui três candidatos presidenciais por falhas formais

Constitucional exclui três candidatos presidenciais por falhas formais

Na sexta-feira passada, o Tribunal Constitucional (TC) indicou num acórdão que tinha admitido 11 candidaturas às eleições presidenciais, enquanto outras três tinham sido notificadas para corrigirem, no prazo de dois dias, irregularidades que tinham sido identificadas. Prazo passou e falhas não foram corrigidas. Lusa | 13:33 - 23/12/2025

As eleições presidenciais acontecem no dia 18 de janeiro de 2026. Se houver necessidade de uma segunda volta, os portugueses regressam às urnas três semanas depois, no dia 8 de fevereiro.

De salientar que esta é a 12.ª vez (incluindo as duas voltas das eleições de 1986) que os portugueses são chamados, desde 1976, a escolher o Presidente da República em democracia.

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