Presidenciais: "Fui o único que pus o dedo na ferida", diz Gouveia e Melo
Gouveia e Melo falava aos jornalistas numa deslocação de comboio entre Cascais e o Cais do Sodré, em Lisboa - percurso que diz ter feito todos os dias enquanto jovem, a partir da Parede até à Marinha. No Cais do Sodré, apanhava depois um barco para a outra margem do rio Tejo.
Interrogado se estava arrependido pelo estilo mais contundente de campanha que adotou, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada recusou. Na sua perspetiva, se adotasse um estilo mais redondo de discurso seria a mesma situação de "um médico estar perante uma ferida gangrenada e não querer meter as mãos na ferida".
"Eu, verdadeiramente, fui o único que pus o dedo na ferida. O candidato André Ventura, que é um dos que mais ruído faz sob corrupção, não meteu o dedo na ferida. Quem meteu o dedo na ferida fui eu", sustentou.
Negou, também, ter atirado "lama" aos seus adversários, em particular contra Marques Mendes.
"A única coisa que fiz foi fazer uma pergunta muito simples: Qual é verdadeiramente a sua profissão? E essa resposta ainda está hoje por dar, mas não quero falar mais sobre isso, porque isso é um problema entre esse candidato e o povo português", disse.
Depois, prosseguiu, salientando que, da sua parte, "não há arrependimento".
"Na vida temos de arriscar, temos de viver a vida de acordo com a nossa consciência. Estou a fazer o último serviço que eu posso fazer à minha população e ao meu povo. Se, por acaso - e não acredito que seja esse o cenário -, dispensarem-me, eu ficarei dispensado. Mas acredito que não serei dispensado", acrescentou.
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