Presidenciais? Cotrim assume: "Não chegar à segunda volta é uma derrota"
O candidato à Presidência da República João Cotrim Figueiredo considerou esta quarta-feira que "não chegar à segunda volta [das eleições] é uma derrota".
O ex-líder da Iniciativa Liberal (IL) mostrou-se confiante na sua candidatura e, em entrevista à CNN Portugal, deu conta de que crê ter boas hipóteses. "Acredito e acredito cada vez mais", afirmou, referindo-se a uma possível vitória nas eleições de janeiro.
Cotrim Figueiredo revelou que nunca viu um arranque de campanha como o que está a ter desta vez, frisando que já vai "na oitava ou nona". "Tem sido como eu nunca vi", afirmou.
Tendo isso em conta, considerou que "qualquer coisa que não seja chegar à segunda volta [...] é uma derrota", garantindo até que não vai ficar atrás de André Ventura na corrida a Belém. "Aliás, acho que já provei que sou o único candidato que consegue roubar votos consistentemente ao Chega", atirou.
Na mesma entrevista, Cotrim Figueiredo anunciou o mandatário nacional da sua campanha. Trata-se de José Miguel Júdice, histórico do PSD, advogado e comentador político, que é também pai de Rita Alarcão Júdice, a atual ministra da Justiça: "Tenho muita honra em tê-lo ao meu lado".
"Escolhi-o porque é um homem de espírito livre, de espírito lúcido, e que, na sua vida pública, já apoiou várias pessoas para cargos importantes, e fê-lo sempre escolhendo apoiar pessoas em quem confia e de quem gosta politicamente", explicou o candidato.
Virando-se para a realidade política, e para as escolhas que Marcelo Rebelo de Sousa fez durante os seus mandatos, Cotrim Figueiredo comentou a demissão de António Costa. Na altura, apesar da proposta do então primeiro-ministro para que Mário Centeno continuasse no seu lugar a liderar o Governo, o Presidente da República decidiu dissolver a Assembleia da República e chamar o país a novas eleições. "Não teria feito o mesmo", admitiu.
"Acho que um Presidente da República só deve usar a chamada bomba atómica da dissolução - que foi usada desnecessariamente nesse caso porque havia de facto uma maioria estável no Parlamento - quando tiver a noção de que com eleições pode sair uma solução diferente", que possa garantir a estabilidade do país.
O erro para o antigo líder dos liberais aconteceu "logo na tomada de posse de António Costa" quando "Marcelo Rebelo de Sousa se colocou num beco ao dizer que a maioria absoluta [... ] era uma maioria de um homem, era uma maioria de António Costa".
A última sondagem publicada sobre a corrida a Belém, feita pela Pitagórica para a TVI, CNN Portugal, TSF e JN, colocava Gouveia e Melo em primeiro lugar com 26,9% das intenções de voto. Já o ex-líder do Partido Social Democrata (PSD) Luís Marques Mendes somava 20,3% nas intenções de voto - uma diferença de 6,6 pontos percentuais, dentro da margem de erro.
Em terceiro lugar surgia António José Seguro (apoiado pelo PS), com 18,4%, seguido de André Ventura (apoiado pelo Chega), com 13,9%.
Já baixo dos 10% aparecia, então, João Cotrim de Figueiredo (9,1%), seguido por António Filipe (2,5%) e Catarina Martins (1,9%).
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