Pouco fogo para queimar nova 'Forest' deixam Farioli com ressaca europeia
O Nottingham Forest conseguiu um feito inédito nesta temporada ao conseguir travar o estilo de jogo ultra-ofensivo do FC Porto. Tudo aconteceu na noite da passada quinta-feira, quando o clube da Premier League venceu o da I Liga, por 2-0, numa partida a contar para a terceira jornada da fase de liga única da Liga Europa.
Duas grandes penalidades - uma em cada parte do encontro - acabaram por ditar o desfecho das duas equipas nesta ronda de jogos europeus, que recolocam a turma de Sean Dyche na rota de um possível apuramento para a fase a eliminar.
No entanto, não foi apenas os penáltis que 'anularam' quase por completo a equipa do FC Porto, já que uma entrada fulminante dos ingleses somada a uma agressividade que não se via nesta equipa de Nottingham ajudaram a travar o poderio ofensivo dos dragões, assim como a sua forma de jogar com linhas muito altas.
Mas vamos às notas desta partida:
Figura
Morgan Gibbs-White foi o motor desta equipa do Nottingham Forest e a braçadeira de capitão assentou-lhe que nem uma luva naquilo que eram as pretenções de Sean Dyche. Com energia e muita qualidade na ligação entre o meio-campo e o ataque dos ingleses, carimbou a exibição sólida com um golo de grande penalidade que se revelou ser decisivo nas incidências do encontro.
Surpresa
Douglas Luiz não tem vivido temporadas fáceis nos últimos anos, principalmente na sua passagem pela Juventus, que acabou por não correr como esperava após sair do Aston Villa. No entanto, este regresso ao futebol inglês mostrou que a qualidade continua lá e nesta noite de quinta-feira não foi exceção, com muitos quilómetros percorridos e várias ações que comprometeram a performance do FC Porto a nível ofensivo.
Desilusão
Não é que tenha feito propriamente um péssimo jogo, mas Victor Froholdt demonstrou que tem muita responsabilidade dentro do plano tático de Francesco Farioli. Se o médio dinamarquês não estiver a render dentro de campo, ninguém irá render. Neste jogo faltou aquela intensidade a que nos tem vindo a habituar, que poderá também estar algo relacionada com uma possível fadiga que possa estar a sentir. Ainda assim, esteve muito abaixo do esperado, e isso notou-se.
Treinadores
Sean Dyche
É costume dizer-se que um treinador recém-chegado não tem qualquer influência num bom resultado na estreia, principalmente quando a mudança acontece poucos dias antes do seu primeiro jogo no comando técnico de um clube. No entanto, o inglês demonstrou que isso nem sempre é bem assim, já que a energia e motivação com que a equipa entrou em campo não se muda só com palavras bonitas, mas sim com envolvência com o plantel.Isso viu-se na noite desta quinta-feira em Nottingham e pode marcar um ponto de viragem na era pós-Ange Postecoglu.
Francesco Farioli
Podemos estar aqui perante um caso parecido com o de Roger Schmidt, quando assumiu o Benfica na primeira época e utilizava praticamente o mesmo onze inicial em quase todos os jogos e os resultados apareciam com bom futebol. Mas quando a fadiga começou a aparecer, a qualidade de jogo foi embora e deixou um 'buraco' para a incerteza dos adeptos.
O treinador do FC Porto até tem feito algumas rotações aqui e acolá, mas o núcleo duro de oito a nove jogadores está quase sempre presente nas suas escolhas jornada sim, jornada sim, algo que leva a que o cansaço possa estar a bater à porta dos dragões, colocando em xeque o modelo tático do técnico italiano. Com a primeira derrota da temporada, resta-nos observar a forma como Farioli e o plantel do FC Porto irá reagir já frente ao Moreirense.
Arbitragem
O árbitro romeno Radu Petrescu teve dois lances fulcrais no encontro, que se revelaram decisivos no resultado da partida, que foram as duas grandes penalidades assinaladas a favor do Nottingham Forest. Ambos os lances são fruto de análise do VAR, com o primeiro a ser apenas uma confirmação da mão de Jan Bednarek, mas o segundo é a salvação da exibição do romeno neste jogo, uma vez que inicialmente apontou falta a favor do FC Porto por simulação do jogador do conjunto inglês, acabou por reverter (e bem) a decisão, já que há um claro toque de Martim Fernandes, pelo que o VAR esteve bastante bem nessa análise.
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