Polónia utiliza sistemas anti-drones para proteger flanco leste da NATO
Numa mensagem publicada na rede social X, o ministro adiantou que "estes sistemas vão melhorar as capacidades nacionais para detetar e neutralizar drones".
"A cooperação com aliados está a produzir resultados tangíveis", destacou.
A estação de televisão polaca Polsat adiantou hoje que os Merops já começaram a operar no país e que os soldados polacos estão a receber treino para os operar, depois de terem recebido o equipamento das bases norte-americanas na Alemanha.
O Merops é um sistema modular de combate a drones fabricado nos Estados Unidos, cuja operação se baseia na deteção de pequenos drones utilizando radares, câmaras eletro-óticas ou infravermelhas e algoritmos de Inteligência Artificial.
Quando os alvos potenciais são detetados, o sistema encaminha as informações para um centro de comando e controlo para a tomada de decisões e para discernir o tipo de ameaça.
Além de interferir nos sinais eletrónicos e sistemas de orientação dos drones agressores, os Merops podem enviar drones intercetores que neutralizam fisicamente ou desviam aeronaves hostis.
O coronel norte-americano Mark McLellan, vice-diretor de operações do Comando Terrestre Aliado da NATO, sublinhou, num comunicado reproduzido pela agência polaca Pap, que a principal vantagem dos Merops é a sua eficiência de custos, uma vez que "é muito mais barato do que enviar um caça F-35 para abater (os drones) com um míssil".
A implantação deste sistema faz parte da missão "Sentinela Oriental" da Aliança Atlântica.
Os sistemas Merops, que têm sido utilizados há algum tempo na Ucrânia, também estão a ser implantados na Roménia e chegarão em breve à Dinamarca.
Nas últimas semanas, vários países europeus, incluindo a Polónia, têm sido afetados pelo sobrevoo de drones em aeroportos ou instalações sensíveis, como militares ou governamentais, que têm obrigado a interromper o funcionamento de vários aeroportos.
A Comissão Europeia anunciou em outubro iniciativas de defesa na sequência de incidentes com drones que perturbaram o tráfego aéreo em alguns países.
O executivo do bloco comunitário atribuiu os incidentes à Rússia, em guerra contra a Ucrânia desde 2022, apesar de Moscovo negar qualquer responsabilidade.
Uma das iniciativas é o "muro de drones", que visa, num primeiro momento, proteger o flanco leste europeu por ter sido o mais afetado até agora por incursões de veículos operados remotamente.
A Comissão Europeia pretende que o sistema esteja a funcionar no flanco leste até ao final de 2027.
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