Plano de Trump para a Venezuela é de "gravidade inédita"

Janeiro 3, 2026 - 20:00
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Plano de Trump para a Venezuela é de "gravidade inédita"

"Se a comunidade internacional não condenar veementemente o plano de Donald Trump e não reagir, estará a dizer que em qualquer ponto do mundo todas as ocupações são legitimadas", alertou a candidata apoiada pelo BE.

 

À margem de uma visita ao Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens, em Olhão, Catarina Martins reagiu à declaração do Presidente norte-americano, que anunciou que os Estados Unidos vão "dirigir a Venezuela" até estar concluída uma transição de poder após o ataque conduzido durante a madrugada.

"Sabemos que o regime de Nicolás Maduro era um regime muito desfeito, não há nenhuma dúvida sobre isso, mas nada disso legitima o que Donald Trump está a anunciar", continuou.

Defendendo que "os venezuelanos têm direito ao seu futuro", a atual eurodeputada considerou que "a comunidade internacional não pode ficar calada" e deve exigir a retirada das tropas norte-americanas do território venezuelano.

"Se aceitarmos que Donald Trump pode ocupar a Venezuela e ficar com o seu petróleo, estaremos a aceitar que isto pode acontecer em qualquer parte do globo. Estaremos a aceitar e a legitimar, por exemplo, a ocupação da Ucrânia por Vladimir Putin. Estaremos a aceitar que, em qualquer momento, se Donald Trump quiser, também pode entrar na Groenlândia. Estamos a aceitar que a força é a única regra do direito internacional", insistiu.

O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje um "ataque em grande escala" na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolas Maduro, que foi retirado à força do país.

O Governo de Caracas denunciou uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos, após explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de exceção.

Numa declaração ao país, o Presidente norte-americano afirmou, entretanto, que os Estados Unidos vão "dirigir a Venezuela" até estar concluída uma transição de poder e admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.  

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