Pedro Nuno reage a buscas na TAP: "Os políticos não são todos iguais"

Setembro 24, 2025 - 14:00
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Pedro Nuno reage a buscas na TAP: "Os políticos não são todos iguais"

Pedro Nuno Santos reagiu, esta quarta-feira, às buscas realizadas à TAP e em que viu o seu nome ser novamente envolvido.

 

"Ainda há menos de seis meses o meu bom nome foi posto em causa, em plena campanha eleitoral. É o que volta a acontecer novamente. Reafirmo o que disse nessa altura – os políticos não são todos iguais. E, mais uma vez, quem não deve não teme", pode ler-se numa publicação feita pelo antigo secretário-geral do PS na suas contas nas redes sociais.

O socialista reage, assim, às buscas realizadas na terça-feira na TAP no âmbito de um inquérito à indemnização paga à ex-administradora da companhia aérea Alexandra Reis. Foi noticiado que Pedro Nuno Santos e o seu secretário de Estado da altura Hugo Mendes eram também investigados, algo que não chegou a ser confirmado pelas autoridades. Aquilo que foi consultado pelas autoridades foram as comunicações electrónicas de ambos durante todo o processo.

 "Não foi cometido qualquer crime pelos membros do meu gabinete"

O ex-governante, ressalvando o "orgulho" que tem no trabalho feito na TAP, admite que "não correu tudo bem". "A indemnização paga a uma administradora executiva é um desses exemplos", refere. "Mas não foi cometido qualquer crime pelos membros do governo ou do meu gabinete", garante.

Pedro Nuno Santos lembra, ainda, que não há muitos casos "que tenham sido tão escrutinados quanto este", que "já joi alvo de uma investigação da IGF e de uma Comissão Parlamentar de Inquérito".

"Neste momento, o Ministério Público está a fazer o seu trabalho, no âmbito de um inquérito aberto em janeiro de 2023. Só desejo que possa ser concluído com a maior brevidade, para que fique definitivamente clara a minha participação neste dossiê, que tanto dano já me causou", apela, na mesma publicação.

Suspeita de crime de administração danosa

A TAP foi alvo de buscas no âmbito de um inquérito à indemnização paga à ex-administradora da companhia aérea Alexandra Reis.

As buscas abrangeram ainda um escritório de advogados em Lisboa e "pesquisas em equipamentos informáticos da Secretaria-Geral do Governo", referiu a Procuradoria da República da Comarca de Lisboa.

Em causa estão suspeitas da prática de crimes de administração danosa, recebimento ou oferta indevidos de vantagem, participação económica em negócio e abuso de poder.

A polémica indemnização a Alexandra Reis

Em dezembro de 2022 a TAP esteve envolvida numa polémica devido ao pagamento de uma indemnização de 500 mil euros à então administradora Alexandra Reis pela sua saída antecipada da companhia.

Em 31 de maio de 2023 a gestora assegurou ter devolvido nesse dia à empresa 266.412,76 euros, "o montante líquido global indicado pela TAP".

TAP garante colaboração com autoridades

Contactada pela Lusa, a TAP garantiu estar a colaborar com as autoridades em todas as investigações e rejeitou comentar processos judiciais.

"A TAP não comenta processos judiciais e colabora sempre com as autoridades em todas e quaisquer investigações", reagiu a companhia aérea, por escrito.

500 mil euros: Recorde o caso da (polémica) indemnização paga pela TAP

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Alexandra Reis, recorde-se, recebeu uma indemnização de meio milhão de euros por sair antecipadamente, em fevereiro, do cargo de administradora executiva da transportadora aérea, quando ainda tinha de cumprir funções durante dois anos. Recorde o caso. Beatriz Vasconcelos com Lusa | 11:24 - 23/09/2025

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