PCP pede debate em plenário com Governo para a próxima quarta-feira

Janeiro 29, 2026 - 23:00
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PCP pede debate em plenário com Governo para a próxima quarta-feira

Num requerimento enviado ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, a líder parlamentar do PCP, Paula Santos, sustenta que a "excecionalidade dos impactos das intempéries e da tempestade Kristin" exige que se convoque um plenário sobre a situação do país com a presença do executivo que "permita ao primeiro-ministro e a outros membros do Governo dar as explicações necessárias sobre a situação, os desenvolvimentos e as medidas em curso e a tomar".

 

Apesar de não haver sessões plenárias marcadas para a próxima semana, o PCP pede também a Aguiar-Branco que convoque uma conferência de líderes sobre esta matéria para sexta-feira, defende ainda uma "operação integrada de intervenção, apoio e recuperação" das regiões afetadas através de uma "comissão integrada de acompanhamento e coordenação" do Governo.

"A declaração do estado de calamidade nas zonas mais afetadas e outras medidas que estarão em curso têm de ser acompanhadas de um plano de ação, que assegure uma resposta coordenada pelo Governo, do conjunto das operações que é preciso desenvolver no território atingido", lê-se no documento.

Para o Grupo Parlamentar do PCP, "face à atual situação, o Governo deve acionar todos os instrumentos e mobilizar todos os meios e recursos para responder às necessidades das populações".

Os comunistas lembram as "consequências devastadoras" da tempestade que atingiu o país, com particular impacto na região centro, e alertam que as inundações "podem agravar atendendo à previsão meteorológica para os próximos dias".

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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