PCP critica partidos do Governo por recusarem debate em plenário

Janeiro 30, 2026 - 20:00
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PCP critica partidos do Governo por recusarem debate em plenário

Em declarações à Lusa após uma sessão pública no parlamento sobre a fusão da FCT e da ANI, Paula Santos considerou "incompreensível e lamentável", dada a gravidade da atual situação do país, a recusa do debate proposto pelo PCP, argumentando que a Assembleia da República "não pode ficar à margem, nem fazer de conta que não se está a passar o que se está a passar" em Portugal.

 

"Foi por isso que o PCP tomou esta iniciativa de propor a marcação de um plenário na próxima quarta-feira, exatamente, para que o Governo tivesse a oportunidade de dar os esclarecimentos que são devidos sobre a ação que está a desenvolver para resolver os problemas com que as populações estão confrontadas", explicou.

Paula Santos criticou os partidos do Governo, PSD e CDS-PP, por "não quererem que houvesse esse debate" no parlamento, notando também que o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, já tinha dado nota da sua oposição à realização deste debate numa semana em que não estavam agendados quaisquer plenários devido à segunda volta das eleições presidenciais.

Questionada sobre os esclarecimentos dados esta quinta-feira pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, a deputada comunista disse que "o ministro não esclareceu nada" e não deu qualquer resposta sobre o que o Governo pretende fazer.

"Não houve resposta para a questão que nós colocámos sobre a necessidade, qual é que é o plano, qual é que é a ação, as operações por parte do Governo, para, de facto, garantir as respostas que são necessárias e para a reposição da normalidade da vida das pessoas", criticou.

O PCP não obteve consenso, hoje, entre os diferentes grupos parlamentares e deputados únicos, para agendar uma reunião plenária, na próxima quarta-feira, tendo como tema de debate os impactos provocados pela tempestade Kristin no território continental.

Para agendar este debate, o PCP necessitava de obter unanimidade, entre os grupos parlamentares e deputados únicos, já que a conferência de líderes, antes, também por unanimidade, tinha decidido não realizar plenários na última semana de campanha para a segunda volta das eleições presidenciais, entre 02 e 08 de fevereiro.

Segundo fontes parlamentares, o presidente da Assembleia da República considerou não haver consenso para esse efeito. O PSD e o Chega não responderam até ao prazo dado por José Pedro Aguiar-Branco (as 15:00 de hoje); o PS afirmou que não se oporia se houvesse unanimidade nesse sentido; e o CDS defendeu a manutenção da ausência de plenários na próxima semana.

Na quinta-feira, ao fim da tarde, o PCP apresentou um requerimento ao presidente da Assembleia da República solicitando a convocação urgente de uma conferência de líderes, hoje, com vista ao agendamento de uma reunião plenária destinada à apreciação da situação do país na sequência dos impactos provocados pela tempestade.

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