PCP acusa PSD e CDS-PP de recusarem debate em plenário com o Governo
Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, Paula Santos defendeu que o parlamento "não se pode pôr à margem" do momento que o país atravessa e, por isso, o PCP fez uma nova proposta para a realização de um debate em plenário sobre as consequências do mau tempo no país na segunda quinzena de fevereiro, que foi recusada pelo PSD e CDS-PP.
Este debate, detalhou a deputada, teria dois momentos: o primeiro, com a presença do Governo, para fazer um ponto de situação da realidade do país e o segundo com o objetivo de se discutirem as propostas apresentadas pelos partidos.
Para Paula Santos, a recusa dos partidos que apoiam o executivo da realização deste debate "diz muito destas forças políticas", argumentando que PSD e CDS-PP "estão a impedir que a Assembleia da República assuma a sua responsabilidade, não só no quadro do acompanhamento da situação do país, mas também de fiscalização da atividade do Governo".
"É até incompreensível para as populações que faça a situação que está a acontecer no terreno, que a Assembleia da República não discuta, não aborde, que não encontre soluções para resolver os problemas com que as populações estão confrontadas e, portanto, da nossa parte só nos resta continuar a intervir, como temos intervindo, apresentando soluções e medidas concretas", considerou.
O PCP já tinha proposto a realização de um debate em plenário nesta quarta-feira, pedindo o levantamento da suspensão das sessões plenárias devido às eleições presidenciais, mas a proposta foi também recusada por falta de unanimidade, uma vez que não houve concordância dos sociais-democratas e dos centristas.
Questionado sobre esta matéria, o porta-voz da conferência de líderes, o social-democrata Francisco Figueira, escusou-se a comentar o que foi transmitido por Paula Santos frisando apenas que "o que se considerou é que no próximo dia 11 há um debate quinzenal com o primeiro-ministro onde poderão ser colocadas essas e outras questões".
"Foi entendimento da conferência de líderes, não haver razão para haver um debate específico relativamente a isso. Mas isso são as deliberações políticas e as posições políticas que os grupos parlamentares entendem ter", concluiu.
Também após a conferência de líderes falou a líder parlamentar do Livre, Isabel Mendes Lopes, que anunciou que o partido vai enviar uma pergunta ao Governo sobre qual é o plano de contingência para a realização da segunda volta das eleições presidenciais nas zonas mais afetadas pelo mau tempo.
Esta terça-feira, o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE) indicou que haverá "alterações pontuais" de locais de voto no próximo domingo, dia da segunda volta das eleições presidenciais, devido aos estragos causados pela tempestade Kristin.
A deputada única do PAN, Inês de Sousa Real, criticou a atuação do Governo, em particular as declarações do ministro da Coesão Territorial, Castro Almeida, "a dizer que as pessoas deviam contar com o salário do mês passado".
"Temos um Governo que não governa para a nação, mas que tem uma total falta de noção daquilo que são as reais necessidades das populações afetadas", disse, pedindo que o parlamento "tenha uma palavra a dizer" sobre como se pode responder aos danos causados pela passagem da depressão Kristin.
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