Paulo Fonseca regressa ao banco e Lyon é tramado na luta pelo pódio
O Olympique Lyon vacilou no regresso de Paulo Fonseca aos bancos, este domingo, ao somar uma derrota na deslocação ao reduto do Lorient (1-0), tendo jogado mais de metade da partida em inferioridade numérica.
A equipa do treinador português - que viu o seu castigo de nove meses chegar ao fim - até teve oportunidades para festejar na primeira parte, mas o único golo da partida acabou por ficar reservado para Pablo Pagis, ao minuto 39, num duro golpe que subiu de tom para o conjunto de Lyon logo a seguir.
Aos 42 minutos, Ainsley Maitland-Niles viu o seu segundo amarelo na partida, apenas cinco minutos após ter sido admoestado pela primeira vez, deixando a turma de Paulo Fonseca reduzia a dez elementos no que restou da partida.
Com Mathys de Carvalho no onze, Paulo Fonseca ainda lançou o português Afonso Moreira no decorrer da segunda parte e, apesar de algumas tentativas em chegar ao empate, o Lorient conseguiu proteger a vantagem mínima que tinha até ao apito final. Os descontos ainda ficaram reservados para um espetáculo de pirotecnia nas bancadas do Stade du Moustoir a suspender a partida durante alguns minutos.
Com este resultado, o Olympique Lyon mantém-se no quinto posto, com 24 pontos, tantos como o Rennes, ficando agora a cinco do Olympique Marseille e do Lille, que partilham o terceiro posto, com 29. Já na liderança está o surpreendente Lens, com 34, mais um do que o campeão PSG.
"Foram nove meses difíceis"
Ainda antes do jogo, Paulo Fonseca não escondeu a alegria por regressar aos bancos nos jogos da Ligue 1 - já depois de ter estado ao longo dos últimos meses nos duelos europeus -, recordando o episódio em que encostou a cabeça ao árbitro Benoit Millot, com tal gesto a motivar mão pesada na Ligue 1.
"É um momento especial para nós termos a oportunidade de estar no banco. Naturalmente, é diferente. Estou contente. Nos jogos da Liga Europa, eu estava lá e foi um bom treino. Foram nove meses difíceis, mas acho que fizemos uma boa gestão durante esse período. É um regresso à normalidade. Senti falta de muitas coisas durante esse tempo. O contacto com os jogadores no balneário foi a principal dificuldade, mas também estar no banco e ter contacto direto com eles, poder falar com eles. A principal dificuldade foi estar longe dos jogadores no balneário. Ter emoções a partir do banco é totalmente diferente", começou por dizer sobre o tema.
"Não consigo esquecer um momento que vivi aqui depois desse incidente. Quando jogámos contra o Steaua Bucareste, quando os jogadores marcaram, vieram comemorar comigo no banco para dizer que estavam comigo. Foi talvez o momento mais bonito da minha vida profissional, e nunca o quero esquecer. Acho que, se assistirem aos jogos da Liga Europa, verão que fiquei mais calmo no banco. Foi um treino para a Ligue 1", recordou ainda o treinador português.
Qual é a sua reação?
Gosto
0
Não gosto
0
Amor
0
Engraçado
0
Zangado
0
Triste
0
Wow
0
