Paulo Fonseca quer quebrar jejum de títulos no Lyon: "É possível, mas..."
O trabalho que Paulo Fonseca tem vindo a fazer no Lyon tem sido notado um pouco por toda a Europa e esta quinta-feira, o treinador português falou em declarações ao próprio emblema francês sobre a possibilidade de conseguir quebrar o jejum de títulos em França, que já é vivido desde 2012/13, quando venceram a Supertaça francesa.
"Sinto que é possível, mas é muito difícil. A Ligue 1 é extremamente competitiva. No entanto, acredito muito neste grupo, na ambição e na forma como trabalham. Não sei em que competição, mas podemos ser uma surpresa. Começámos a época com limitações, mas estamos num bom momento e acredito que podemos surpreender no final", começou por dizer o técnico luso em entrevista aos meios de comunicação do Lyon.
Acerca dos processos enquanto treinador, Paulo Fonseca não escondeu que não quer apenas ganhar, mas sim ganhar bem, já que acredita que os adeptos pagam bilhete para "verem coisas bonitas".
"Não sou um treinador de resultados, não sou alguém que ganha e fica sempre satisfeito só porque ganhou. O processo é importante. Não é só ganhar, é a forma como se ganha. É a minha maneira de estar no futebol. Gosto muito de dominar o jogo, de ter a bola, de criar situações para finalizar. Sou um treinador ofensivo, podemos dizer assim. Mas também gosto muito das partes estratégicas e táticas do jogo", revelou.
"Não sei se tenho um modelo específico, mas evoluí a observar treinadores de que gosto muito, como Pep Guardiola, que para mim é um treinador diferente em todos os momentos e que tenta sempre evoluir. Talvez seja a minha principal referência", indicou Paulo Fonseca.
"Gosto de ter a bola, de dominar o jogo e de criar uma forma de jogar que as pessoas apreciem. Como treinador, sinto que temos a obrigação de proporcionar um bom espetáculo. As pessoas vêm ao estádio para ver coisas bonitas e eu tento sempre criar isso", acrescentou.
Paulo Fonseca demonstrou ainda a importância de ter um projeto com 'cabeça, tronco e membros' e que tenha uma identidade, seja em que clube for, de forma a evoluir os próprios jogadores.
"O importante, seja no Paços de Ferreira, no SC Braga ou aqui, é criar uma identidade clara e uma forma de jogar fácil de identificar. Quero também fazer evoluir os jogadores. Sinto que podemos fazer algo especial, como já fiz noutras equipas", fundamentou.
O treinador luso falou ainda sobre a chegada de Endrick ao grupo de trabalho, garantindo que o jogador emprestado pelo Real Madrid terá de ser coordenado devido ao seu mediatismo.
"O grupo percebeu que o Endrick é um jogador especial. Está muito bem integrado e todos gostam dele. Precisamos do melhor Endrick, mas ele também precisa do grupo. Tem 19 anos e é muito mediático. Tenho de o ajudar a lidar com isso", completou.
De recordar que o Lyon de Paulo Fonseca está numa série impressionante de 13 vitórias de forma consecutiva em todas as competições, não conhecendo outro sabor que não o de vencer desde 7 de dezembro de 2025.
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