Partido opositor em Taiwan critica bloqueio do 'Instagram chinês'
O partido opositor afirmou que esta proibição constitui uma "enorme restrição à liberdade na Internet".
Numa publicação no Facebook, a presidente do KMT, Cheng Li-wun, declarou que a suspensão da plataforma "é o primeiro passo para a construção de uma grande 'firewall' para a internet" em Taiwan, referindo-se às inúmeras restrições de acesso a portais e plataformas online em vigor na China.
"Ver que os utilizadores do Xiaohongshu, independentemente da nacionalidade ou filiação política, podem discutir harmoniosamente temas como a beleza, o vestuário ou a vida quotidiana, é precisamente o que o PDP (Partido Democrático Progressista, o partido no poder de Taiwan) menos deseja ver", afirmou a líder da oposição.
Cheng, que assumiu a liderança do partido com uma abordagem conciliatória em relação a Pequim, afirmou que o bloqueio desta rede social "não impede a fraude e representa uma restrição massiva à liberdade na internet".
O Ministério do Interior de Taiwan anunciou na quinta-feira o bloqueio por um ano do Xiaohongshu, que tem mais de três milhões de utilizadores na ilha, citando problemas de cibersegurança e atividades fraudulentas na plataforma.
Taiwan, uma ilha governada autonomamente desde 1949 e considerada pelas autoridades de Pequim como uma "parte inalienável" do seu território, tem alertado repetidamente nos últimos meses para os riscos de cibersegurança associados à utilização de aplicações de origem chinesa.
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