Paramédico de Gaza morre em prisão israelita após mais de um ano detido

Fevereiro 12, 2026 - 23:00
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Paramédico de Gaza morre em prisão israelita após mais de um ano detido

A comissão para os assuntos dos detidos e ex-detidos do Governo palestiniano referiu, em comunicado, que tomou conhecimento da "morte do paramédico Hatem Ismail Rayyan (59 anos), de Gaza, na prisão do Negev", referindo-se à prisão localizada no deserto do sul de Israel, conhecida pelos seus repetidos abusos contra prisioneiros palestinianos.

 

Rayyan foi detido em 27 de dezembro de 2024, no Hospital Kamal Adwan, em Beit Lahia (norte de Gaza), no mesmo dia em que as tropas israelitas invadiram o hospital após semanas de cerco e bombardeamentos.

O diretor do hospital, Husam Abu Safiya, também foi detido.

"O seu filho ferido, Muad, estava com ele no momento e continua detido pelas autoridades de ocupação", acrescentou o comunicado sobre a morte de Rayyan.

Desde 07 de outubro de 2023, quando Israel endureceu ainda mais as condições prisionais em retaliação pelo ataque mortal do Hamas e outras milícias de Gaza no seu território, até janeiro deste ano, pelo menos 84 palestinianos (sem contar com Rayyan) morreram sob custódia israelita, segundo a organização não-governamental (ONG) israelita B'Tselem.

Entre 1967 e 07 de outubro de 2023, 237 palestinianos morreram sob custódia israelita, de acordo com os registos da comissão do Governo palestiniano.

Nos últimos dois anos, ocorreram quase um terço das mortes dos 60 anos anteriores, segundo estes dados.

Das 84 mortes, 50 eram de Gaza, de acordo com o relatório "Welcome to Hell" ("Bem-vindo ao Inferno", em português) da B'Tselem, que investiga as condições dos prisioneiros palestinianos nas prisões israelitas, que descreve como "campos de tortura".

A comissão elevou o número total de mortes até à data para 88, 52 das quais de habitantes de Gaza.

As principais organizações palestinianas de defesa dos direitos dos reclusos reportam regularmente as condições nas prisões, caracterizadas pela privação de alimentos, sono e higiene, para além de espancamentos e tortura, incluindo abusos sexuais.

Segundo dados do Governo palestiniano, 1.249 dos mais de 9.300 prisioneiros das cadeias israelitas estão detidos ao abrigo da "lei do combatente ilegal", que permite a Israel deter habitantes de Gaza indefinidamente sem acusações.

Em 07 de outubro de 2023, o Hamas conduziu um ataque contra Israel, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 raptadas.

Em retaliação do ataque do Hamas, Israel lançou uma operação militar em grande escala na Faixa de Gaza, que causou mais de 72 mil mortos, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.

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