Palmeiras perde Libertadores e Abel 'atira-se' ao árbitro: "Simpático"
O Flamengo é o novo campeão sul-americano, depois de, ao final da noite de sábado, ter levado de vencida o Palmeiras, por 0-1, na tão aguardada final da Taça Libertadores, na qual o golo da diferença contou com a assinatura de Danilo, internacional brasileiro que alinhou ao serviço do FC Porto, entre 2011 e 2015.
Na conferência de imprensa que se seguiu ao apito final, no Estádio Monumental de Lima, no Peru, Abel Ferreira explicou este desaire com o facto de.ter faltado ao Verdão "um bocadinho mais de coragem e ousadia", assim como com a diferença de experiência relativamente ao Mengão: "A forma de jogar do adversário não é surpresa. Eles partem a equipe, cinco a construir e cinco a atacar".
"Eles tinham cinco e nós tínhamos quatro, tentamos saltar com o [Flaco] López e, depois, igualar com o Andreas [Pereira], mas acho que, mais do que dar justificações, temos de dizer que nosso adversário foi melhor. Foi mais experiente, mais cascudo e soube lidar com esse momento de pressão", começou por afirmar, em declarações reproduzidas pelo portal brasileiro Globoesporte.
"Quando comparamos o Vitor Roque com o Bruno Henrique, o Jorginho e o Danilo, que ganharam a Libertadores aos 30 e poucos anos... Ele tem 19 anos, terá muitas oportunidades para ganhar esta competição. Acaba por ser uma experiência para todos eles. Como eu disse, são elencos em estados de maturidade competitiva completamente diferentes", prosseguiu.
"Uma equipe cascuda, madura, e outra que tem presente e muito futuro. O nosso adversário foi melhor, a vida não é feita apenas de vitórias e é nesse momento que temos que ser resilientes. Desde que estou aqui, viemos três vezes aqui e ganhámos duas, uma delas contra este adversário. Chegámos a uma meia final e a uns quartos de final. Tentaremos chegar de novo, no ano que vem. É o que posso dizer", rematou.
"O árbitro foi muito simpático, não quis estragar a final"
Apesar de não questionar a justiça da vitória do Flamengo, Abel Ferreira não se coibiu de apontar o dedo à equipa de arbitragem liderada pelo argentino Dario Herrera, alegando que este "foi muito simpático" ao não ter exibido o cartão vermelho direto a Erick Pulgar, logo à passagem da meia hora de jogo, na sequência de uma entrada dura sobre Bruno Fuchs.
"Apesar de o jogo ter sido decidido num detalhe, tivemos, no final, uma clara e grande oportunidade do Roque. Houve, ali, um lance muito duvidoso, no início do jogo, mas, enfim, seguimos em frente. O Flamengo foi melhor e ponto final (...). Esta é uma equipa muito agressiva, vocês viram como vão aos duelos. Pegou muito forte, alguns até forte demais. Acho que o árbitro foi muito simpático, não quis estragar a final", sublinhou.
"Há um lance que é extremamente duvidoso, na primeira parte, que pode mudar o decorrer do jogo, mas o árbitro entendeu não dar o vermelho. Mas, enfim, vou procurar abster-me de falar da arbitragem, as imagens estão aí. É uma equipa bem treinada, muito agressiva, agressiva até demais. E pronto, o árbitro foi simpático neste lance, na minha opinião", concluiu.
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