Organização eleva para 21 mil número de detidos por Israel na Cisjordânia

Dezembro 2, 2025 - 17:00
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Organização eleva para 21 mil número de detidos por Israel na Cisjordânia

Num comunicado, a Comissão de Prisioneiros Palestinianos (PPSMO, na sigla em inglês) alertou para o facto de as autoridades israelitas "cometerem crimes sistemáticos contra os detidos e as suas famílias".

 

Segundo as denúncias, estes crimes constituem uma "extensão do genocídio que Israel está a cometer em Gaza", onde as tropas israelitas também detiveram "milhares" de prisioneiros palestinianos.

Ao aumento das detenções na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental junta-se também um incremento dos crimes cometidos por soldados israelitas contra detidos, sublinha a organização, que destaca "assassínios extrajudiciais" de prisioneiros.

Na semana passada foi divulgado um vídeo que mostra soldados israelitas a matarem a tiro dois palestinianos que estavam sentados no chão, com as mãos no ar e sem representarem qualquer ameaça para as tropas.

A Comissão de Prisioneiros alerta igualmente para os esforços legislativos em curso em Israel "para aprovar uma lei que permita a execução de presos políticos palestinianos".

A organização denunciou também que as autoridades israelitas demoliram, ao início da manhã de hoje, as casas de dois prisioneiros palestinianos, prática que classificam como "castigo coletivo" e parte das "operações de apagamento sistemático" da população palestiniana na região.

Nesse sentido, alerta que a destruição de habitações palestinianas "atingiu níveis sem precedentes" desde o início da ofensiva israelita contra Gaza, há mais de dois anos, e com a intensificação das operações militares na Cisjordânia.

A organização assinala ainda que todos os crimes denunciados constituem "uma extensão das políticas de ocupação dirigidas há décadas contra a presença palestiniana, através de novas ferramentas de repressão, controlo e vigilância".

Nos últimos dias, o exército israelita intensificou as incursões na Cisjordânia ocupada como parte de uma "operação antiterrorista", em coordenação com a polícia e o Shin Bet (a agência de informação interna de Israel), iniciada após "tentativas de estabelecer bastiões terroristas" na zona, segundo anunciaram as forças armadas.

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