Oposição à Esquerda volta a criticar renda moderada de 2.300 euros

Outubro 31, 2025 - 15:00
 0  0
Oposição à Esquerda volta a criticar renda moderada de 2.300 euros

Em resposta às críticas, o ministro das Infraestruturas e Habitação, em audição na Assembleia da República, no âmbito da apreciação, na especialidade, da proposta de Orçamento do Estado para 2026, respondeu com ironia, convidando a oposição a continuar a insistir no assunto: "Siga, porque estão no caminho certo."

 

Pelo Livre, a deputada Isabel Mendes Lopes criticou a mensagem que a renda moderada transmite, ao ser "um incentivo" a que o valor possa ascender aos 2.300 euros.

"Os limites máximos são âncoras", considerou, contrapondo: "Nós não queremos rendas de 2.300 euros em Leiria, mas também não queremos rendas de 2.300 euros em Lisboa."

A troca de argumentos entre o ministro Miguel Pinto Luz e Mariana Mortágua (BE) foi mais acesa.

A deputada notou que "a procura de habitação é inelástica" e, portanto, "a renda moderada é um incentivo para pôr rendas em 2.300 euros".

Perante a reação do ministro, disse: "Não me vai dizer a mim que não sei de Economia."

"Eu sou engenheiro, longe de mim dizer que percebo mais de Economia do que a senhora deputada", respondeu Pinto Luz, chamando-a de "histriónica".

Mortágua reagiu e o ministro perguntou se não podia utilizar a palavra, explicando que queria dizer que a deputada "está constantemente a vocalizar e tão afirmativamente".

Segundo o dicionário de língua portuguesa da Priberam, histriónico é aquele "que representa ou demonstra sentimentos com exagero".

Entre economistas e engenheiros, o deputado Frederico Francisco (PS) apresentou-se como físico e propôs "uma abordagem funcional" à renda moderada. "Se os preços das rendas pararem de aumentar, consideraremos que a medida funcionou", prometeu.

Durante o debate, o ministro disse que o Governo "agiu em tudo o que podia agir" em matéria de habitação, ressalvando que "não se constroem casas de um dia para o outro".

Isto em resposta ao deputado Francisco Gomes (Chega), que pediu "mais casas, mais depressa, mais baratas".

Reconhecendo que o impacto de algumas medidas, nomeadamente as relacionadas com IVA e o IRS, "só se vai sentir mais à frente, Pinto Luz reclamou, porém, que o Governo fez "mais dez vezes" investimento em habitação do que os anteriores.

Também em resposta ao Chega, o ministro garantiu que, até dezembro, o Governo apresentará uma proposta para o tema dos despejos, com o objetivo de dar "confiança jurídica" aos senhorios dos 300 mil fogos que estão fora do mercado de arrendamento para a este regressarem.

Leia Também: Governo explica teto de 2.300€: É uma média de rendas sobrevalorizadas

Qual é a sua reação?

Gosto Gosto 0
Não gosto Não gosto 0
Amor Amor 0
Engraçado Engraçado 0
Zangado Zangado 0
Triste Triste 0
Wow Wow 0