ONU alerta que milhões de venezuelanos estão em risco por falta de programas humanitários
"Até 29 de setembro, os doadores haviam contribuído com 80 milhões de dólares [68,16 milhões de euros] para a resposta humanitária na Venezuela, o equivalente a 13% dos fundos necessários para este ano, o que representa o nível mais baixo de financiamento desde 2019, quando foi estabelecido o Plano de Resposta Humanitária (PRH)", explica a OCHA em um comunicado.
Segundo a OCHA "este nível de financiamento também coloca a Venezuela como uma das respostas humanitárias mais subfinanciadas a nível global".
"A falta de financiamento coloca em risco milhões de venezuelanos, que enfrentam necessidades críticas em áreas prioritárias. Setores como saúde, água, saneamento e higiene, educação, proteção, nutrição e segurança alimentar sofreram reduções significativas em serviços especializados e individualizados, afetando especialmente crianças, mulheres e comunidades em situação de vulnerabilidade", lê-se no comunicado.
Segundo a OCHA "o Fundo Humanitário para a Venezuela (FHV) recebeu 7,5 milhões de dólares [6,39 milhões de euros] em contribuições até o final de agosto de 2025, mantendo um nível comparável ao de anos anteriores".
"No entanto, para atingir um volume de financiamento semelhante ao de 2024, ainda persiste uma lacuna de 42%, o que exige esforços adicionais de mobilização de recursos para manter a capacidade de resposta em setores prioritários", explica.
Segundo a OCHA, apesar deste cenário, "as organizações humanitárias mantiveram níveis de cobertura semelhantes aos alcançados em 2024, graças ao apoio financeiro de projetos plurianuais iniciados nesse mesmo ano, que permitiram a execução de atividades durante o primeiro semestre de 2025".
"Esta situação evidencia a necessidade urgente de mobilizar novos recursos para sustentar operações críticas e evitar uma maior deterioração na cobertura da resposta", sublinha.
Uma infografia que acompanha o comunicado dá conta que o Plano de Resposta Humanitária da Venezuela, projetava aportes de doadores por 606,5 milhões de dólares (516,77 milhões de euros), tendo recebido apenas 80 milhões de dólares (68,16 milhões de euros), correspondente a 13% do previsto, entre janeiro e setembro de 2025.
Foram ainda recebidos 19 milhões de dólares (16,19 milhões de euros) foram do plano previsto de financiamento por doadores.
A União Europeia, com 44,98 milhões de dólares (38,33 milhões de dólares) aparece como o conjunto de países com mais doadores que aportaram à Venezuela, seguindo-se a Suécia (13,04 milhões de dólares (11,11 milhões de euros), Espanha (9,10 milhões de dólares, 7,75 milhões de euros), o Canadá (6,61 milhões de dólares / 5,63 milhões de euros) e a Alemanha (3,72 milhões de dólares / 3,17 milhões de euros), entre outros.
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