"O país precisa que alguém com firmeza e com radicalismo de convicções"
"O país precisa que alguém com firmeza e com radicalismo de convicções venha a estar à frente dele", afirmou o candidato apoiado pelo Chega, que discursava com o Castelo de Guimarães nas suas costas, perante largas dezenas de apoiantes.
Caso seja eleito, André Ventura afirmou que não será um "Presidente para despiques", mas antes um chefe de Estado que irá "abanar este país profundamente", e admitiu que Portugal precisa do "maior abanão desde o 25 de Abril de 74".
"Nós temos uma luta para travar que não é só uma luta do condicionalismo - não é só desta circunstância, deste governo, deste momento. Nós temos uma luta para travar que percorre a nossa história e que é um levantamento de alma", disse.
Recordando que o acusam de extremista e nacionalista, André Ventura rejeitou que seja radicalismo ou extremismo dizer que "quem entra neste país tem de gostar" dos seus símbolos.
"Se não os respeitar, tem uma viagem de volta para o país deles e terá uma viagem de volta rápida. Qual o extremismo de dizer que quem não gosta destes castelos, que quem não vive bem com uma cruz não está bem em Portugal?", questionou o candidato, num discurso de 18 minutos, durante o qual alegou que o país está a ser "destruído" por "uma imigração descontrolada" e que haverá imigrantes que querem transformar o país e acabar com as tradições.
"Ninguém manda abaixo estas muralhas", disse, apontando para o Castelo de Guimarães.
Para o candidato, Guimarães, tida como berço da nação, é "sinal de luta, de resistência, de valores e de uma matriz cristã" que, salientou, não quer abdicar, numa intervenção onde também por várias vezes fez referência à bandeira nacional.
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