Número de execuções de pena de morte nos EUA aumenta para 41. É recorde

Outubro 28, 2025 - 17:00
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Número de execuções de pena de morte nos EUA aumenta para 41. É recorde

A execução de Norman Mearle Grim Jr., um homem condenado por agredir sexualmente e assassinar a sua vizinha em 1998, está programada para as 22:00 (hora de Lisboa) e representa um recorde de 15 execuções de pena de morte num ano na Florida.

 

Se se concretizar, subirá para 41 o número total de pessoas executadas nos Estados Unidos (em 11 estados) este ano.

A última vez que um número tão elevado foi registado no país aconteceu em 2014, quando foram executadas 35 pessoas, embora em 1935 -- antes da adoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Assembleia Geral das Nações Unidas - se tenha registado o maior número de execuções da História dos EUA, com mais de 200.

Desde que o Supremo Tribunal dos EUA restabeleceu a pena de morte, em 1976, a Florida não ultrapassou as oito execuções num único ano, número que atingiu pela última vez em 2014.

O Texas e o Alabama seguem-se como estados que mais pessoas executaram, com cinco cada, e a Carolina do Sul com quatro, num ano em que os EUA apresentam um aumento geral do uso da pena de morte depois de vários anos de execuções menos frequentes, de acordo com dados do Centro de Informação sobre a Pena de Morte (DPIC).

Norman Grim, de 63 anos, foi condenado por agressão sexual e homicídio da sua vizinha Cynthia Campbell, em 1998, a quem o condenado golpeou várias vezes na cabeça com um martelo e esfaqueou 11 vezes no peito, segundo o atual procurador de Justiça da Florida, James Uthmeier.

O corpo da vítima foi encontrado por pescadores perto da Ponte da Baía de Pensacola, no noroeste do estado, próximo do Alabama.

Tanto o Tribunal Estadual como o Supremo Tribunal dos EUA rejeitaram os pedidos de 'habeas corpus' do detido, uma medida judicial que visa a alteração da pena.

Grim deverá receber uma injeção letal na Prisão Estadual da Florida, o protocolo de execução do estado, que utiliza três medicamentos: um sedativo, um paralisante e um medicamento que para o coração.

A sua utilização tem sido controversa devido aos riscos de sofrimento físico durante a execução, aos erros na administração das drogas e ao debate ético sobre se constitui realmente um "método humanitário" de aplicar a pena capital.

Com esta execução, a Florida continua a reafirmar a sua posição como o estado que mais utiliza a pena de morte no país, uma vez que o governador republicano Ron DeSantis já aprovou 17 execuções este ano.

As próximas execuções agendadas são as dos reclusos Bryan Jennings (13 de novembro) e Richard Barry Randolph (20 de novembro), ambos por homicídio.

Os números nos EUA deverão continuar a aumentar até ao final do ano, já que já estão programadas as execuções de pelo menos mais cinco pessoas até ao fim de dezembro.

Embora o Ohio tenha emitido ordens de execução para os próximos três anos, estando já agendadas 27, o seu governador republicano, Mike DeWine, indicou que não serão executadas a menos que seja adotado um novo método, descrevendo a injeção letal como "inaceitável do ponto de vista prático".

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