Nova polémica na Arábia Saudita. Técnico português bate com a porta
Há mais uma polémica na Arábia Saudita e desta vez não envolve Cristiano Ronaldo, mas outro português: Armando Evangelista. O treinador de 52 anos ficou muito desagradado com os responsáveis do Damac e pediu uma reunião de emergência para pedir explicações, acabando por chegar a um acordo para a rescisão de contrato, sabe o Desporto ao Minuto.
Na origem do mal-estar entre Armando Evangelista e o Damac está a postura do clube saudita no último mercado de inverno, ao contratar todos os jogadores sem que os mesmos fossem previamente avaliados e aprovados pelo treinador português.
Evangelista sentiu-se, assim, excluído do processo de construção do plantel e sentiu necessidade de ter os devidos esclarecimentos, antes de 'bater com a porta'.
Refira-se que o Damac encontra-se, atualmente, no 15.º lugar do campeonato da Arábia Saudita, acima da linha de água, com 12 pontos amealhados, os mesmos do Al Riyadh, onde alinha o também português Tozé, que se encontra no lugar abaixo, já na zona de descida.
Vivos na luta pela permanência
Armando Evangelista, por seu turno, chegou ao Damac no último verão, vivendo a sua segunda experiência além fronteiras, saindo, agora, com um saldo de uma vitória, nove empates e 11 derrotas, além de 15 golos marcados e 37 sofridos, num total de 21 jogos. O treinador natural de Guimarães havia estado ao comando do Famalicão em 2024, já depois de ter passado pelo Brasil, onde orientou o Goiás, em 2023.
Antes disso, Evangelista teve o período mais estável da carreira ao serviço do Arouca, clube no qual esteve durante três temporadas completas.
Para trás ficam, ainda, as passagens por Vilafranquense, Penafiel e Varzim, depois de ter estado vários anos no Vitória SC, onde treinou camadas jovens, equipa B e chegou à equipa principal.
Polémica com Conceição
Um dos nove empates do Damac aconteceu frente ao Al Ittihad (1-1), equipa orientada por Sérgio Conceição, num duelo que acabou marcado por troca de palavras entre os dois treinadores portugueses.
O caso remonta a janeiro deste ano e teve origem nas declarações do antigo treinador do FC Porto na conferência de imprensa de rescaldo à partida. Sérgio Conceição acusou o conjunto adversário de antijogo.
"Já trabalhei em muitos países e encontrei diferentes realidades, mas nunca vi um jogo como este. Até o treinador da equipa adversária admitiu que eles recorreram a táticas para ganharem tempo", lamentou Sérgio Conceição.
Armando Evangelista acabou por reagir mais tarde e através de um comunicado que partilhou nas redes sociais, destacando as diferenças de realidades entre os dois clubes.
"Após o encontro entre o Damac e o Al-Ittihad, tomei conhecimento das declarações do Sérgio Conceição. Não costumo comentar opiniões de outros treinadores, mas creio que, por respeito ao futebol e à verdade, vale a pena clarificar alguns pontos", começou por escrever Armando Evangelista.
"Antes do jogo, tive uma conversa com o Sérgio sobre a diferença de realidades entre os dois clubes. Para se ter uma ideia, tínhamos apenas três estrangeiros disponíveis (um deles guarda-redes) e um banco incompleto. No final da partida, na sequência dessa conversa, disse-lhe apenas: 'Cada um joga com as armas que tem'. Não houve qualquer outro tipo de diálogo. Falámos apenas das condições com que cada um partiu para este jogo. E o Sérgio sabe disso", frisou.
A polémica ficou por ali e o Damac prossegue a sua luta pela permanência. Já semm Armando Evangelista ao leme, o próximo jogo está agendado para quarta-feira, diante do Al Taawon.
[Notícia atualizada às 14h20]
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