Nomeado ex-advogado ministerial como novo procurador militar de Israel
A nomeação ocorreu após a saída de Yifat Tomer-Yerushalmi, que se demitiu na semana passada depois de admitir o seu envolvimento na fuga para a imprensa de um vídeo que mostrava vários soldados a violar um prisioneiro palestiniano numa prisão israelita.
Num comunicado divulgado pelo seu gabinete, Katz realçou que se tratou de uma escolha "de grande importância", dada a atual situação e após os "graves incidentes registados".
"Com isto em mente, é importante que a pessoa escolhida venha de fora do Ministério Público", afirmou.
"É importante que a pessoa em questão tenha as qualificações necessárias e seja capaz de trabalhar para limpar a instituição, reabilitá-la e organizá-la com base em certos princípios, com a prioridade de proteger os soldados que lutam heroicamente em condições difíceis pela segurança do Estado de Israel", sublinhou.
Katz instou também a que se evite "iniciar ou tomar parte em lutas que levem a difamar os soldados, que causem danos na sua honra ou os exponham à perseguição em todo o mundo".
O ministro israelita recordou ainda que é sua "responsabilidade para com as famílias daqueles que servem no Exército preservar a sua segurança e o seu estatuto de soldados".
"É isso que faço, e tento garantir que todos os que acreditam nisto continuem a fazê-lo no futuro", asseverou.
A demissão da procuradora militar ocorreu apenas dois dias depois de as forças de segurança terem anunciado uma investigação à divulgação do vídeo, que mostra soldados a pegar num homem nu deitado no chão na base de Sde Teiman, a encostá-lo a uma parede e a violá-lo com um objeto pontiagudo enquanto se cobrem com escudos para ocultar as suas identidades.
Tomer-Yerusahlmi declarou na semana passada que começou a preparar a sua carta de demissão na quinta-feira e esclareceu que a carta foi entregue ao chefe do Estado-Maior do Exército, Eyal Zamir.
Na missiva, admitiu ser "pessoalmente responsável" pela fuga do vídeo para a comunicação social e explicou ter aprovado a sua divulgação numa tentativa de "contrapor a propaganda falsa que tinha como alvo as forças do Estado".
O incidente desencadeou preocupação e críticas por parte da cúpula militar ao que consideraram um caso que põe em causa as Forças Armadas.
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