"Não vejo uma relação direta entre a exposição ao sol e o cancro da pele"

Novembro 15, 2025 - 16:00
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"Não vejo uma relação direta entre a exposição ao sol e o cancro da pele"

Aos 30 anos de idade, Marcos Llorente é já conhecido nos 'quatro cantos do mundo', não só por aquilo que faz dentro de campo, ao serviço do Atlético de Madrid e da principal seleção de Espanha, mas, sobretudo, devido às teorias... singulares pelas quais opta por reger a sua vida, longe das quatro linhas.

 

Numa extensa entrevista concedida à edição deste sábado do jornal italiano Gazzetta dello Sport, o médio explicou, por exemplos, motivos pelos quais recusa usar protetor solar: "O cancro da pele pode afetar tanto aqueles que se expõe ao sol como aqueles que vivem numa caverna. Não vejo uma relação direta. Estou mais preocupado com as luzes ultravioleta que muitas pessoas usam ou usavam".

"Essas, sim, são perigosas. A luz natural, não. Eu tomo banhos de sol sem proteção há 20 anos, e o meu pai há 40", atirou, insistindo, ainda, na futilidade dos óculos de sol: "É claro que, se olhares diretamente para o sol, vais fritar os olhos, mas, se andares por aí sem óculos de sol, só é benéfico para os teus olhos".

Nesta mesma intervenção, Marcos Llorente justificou a aposta na dieta paleolítica, que constitui uma alimentação à base de plantas, carne, peixe e ovos, à imagem do que fazia o Homo Sapiens, durante o período Paleolítico, e que passa por evitar ao máximo todo o tipo de cereais, como arroz, trigo ou aveia.

"O problema não é a vaca, mas sim aquilo que ela come. Se ela for alimentada à base de erva, num terreno aberto, não há problema. Se me ofereceres carne altamente processada, que custa dois euros por quilograma, não é a mesma coisa. Não podemos colocar tudo no mesmo plano", sublinhou.

"O problema é que aquilo que eu digo vai contra tudo aquilo que sempre nos foi dito"

Marcos Llorente assumiu, ainda assim, que, por vezes, não tem alternativa a não ser adaptar-se aos hábitos que o rodeiam: "É claro. Quando estou em estágio, como agora, na seleção nacional, ou com o Atlético de Madrid, não posso comer quando quero ou apenas aquilo que quero. Podes comer depois do pôr do sol".

"O equilíbrio é necessário, porque esse é o único caminho para a felicidade. Digamos que eu sigo o meu estilo de vida durante 300 a 310 dias por anos. Depois, há alturas para festejar, para divertir, mas não podes enlouquecer (...). Tenho ideias claras e estou a seguir o meu próprio caminho", continuou a explicar.

"Se alguém estiver interessado, estou disponível para falar. Caso contrário, eles podem seguir o seu próprio caminho. O problema é que aquilo que eu digo vai contra tudo aquilo que sempre nos foi dito, e isso incomoda as pessoas. No entanto, repito, esse problema não é meu", rematou.

Teorias à parte, Marcos Llorente prepara-se, agora, para procurar ajudar Espanha a carimbar o apuramento direto para o Campeonato da Europa de 2026. Para tal, basta-lhe conquistar um ponto, nos dois últimos embates do Grupo E, nos quais terá pela frente a Geórgia (no sábado) e a Turquia (na terça-feira).

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