Não há "movimentação anormal na fronteira do Brasil com a Venezuela"

Janeiro 3, 2026 - 22:00
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Não há "movimentação anormal na fronteira do Brasil com a Venezuela"

Durante uma reunião ministerial de emergência convocada pelo chefe de Estado brasileiro, Lula da Silva, o ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho, disse "não haver movimentação anormal na fronteira do Brasil com a Venezuela, que seguirá sendo monitorizada, e que está em contacto com o Governador de Roraima", estado brasileiro amazónico que faz fronteira com a Venezuela.

 

Para além de Lula da Silva (que participou por videoconferência por se encontrar no Rio de Janeiro) e do ministro da Defesa, participaram da reunião no Palácio Itamaraty, em Brasília, o ministro das Relações Exteriores, o ministro-chefe da Casa Civil, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, além de representantes da Secretaria de Relações Institucionais e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Na mesma reunião, de acordo com o comunicado do Governo brasileiro, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, frisou que tem mantido contacto com vários homólogos nas últimas horas "e indicou não haver até ao momento notícias de brasileiros entre possíveis vítimas dos ataques".

Na mesma ocasião, Lula da Silva, reforçou as críticas ao Governo norte-americano.

Antes, o Presidente brasileiro tinha considerado que os ataques dos Estados Unidos à Venezuela "ultrapassam uma linha inaceitável" e são "uma afronta gravíssima" à soberania do país sul-americano.

Numa publicação na rede social X, o chefe de Estado brasileiro acrescentou que os ataques realizados hoje e que levaram à captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da sua mulher são "mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional".

"Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo", escreveu Lula da Silva.

Segundo o Presidente brasileiro, a operação norte-americana "lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz".  

Lula da Silva apelou também a uma resposta "de forma vigorosa" da comunidade internacional, através da Organização das Nações Unidas (ONU) e manifestou a disponibilidade do Brasil para "promover a via do diálogo e da cooperação".

Em declarações ao jornal Globo, o diretor da Polícia Federal do Brasil, Andrei Rodrigues, disse ter observado uma "redução no fluxo migratório e informou que a Venezuela fechou a sua fronteira hoje".

O presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos realizaram hoje "com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela" e disse ter capturado o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e a sua mulher.

Trump confirmou o ataque poucas horas depois de terem sido relatadas explosões e sobrevoos de aeronaves militares em Caracas e outras zonas do país e garantiu que Maduro e a sua mulher, Cilia Flores, estão detidos no navio anfíbio USS Iwo Jima e a caminho de Nova Iorque para serem julgados por tráfico de droga.

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