Não há "caos" no SNS? Esquerda acusa Montenegro de estar "desligado"

Janeiro 13, 2026 - 02:00
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Não há "caos" no SNS? Esquerda acusa Montenegro de estar "desligado"

Foi na inauguração da sede da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que o primeiro-ministro proferiu palavras polémicas… pelo menos, para a Esquerda e para vários candidatos às Presidenciais.

 

Segundo Luís Montenegro "há uma perceção de caos" na Saúde que "não é realidade".

"Nós somos todos os dias confrontados com uma perceção de caos, de crise, de problema permanente. Eu não quero, com isto, diminuir os casos na base dos quais esta perceção é criada. O que eu tenho a obrigação, em nome também dos prestadores de serviços, dos profissionais, é dizer que, felizmente para todos nós, isso não é a realidade que os tais mais de 150 mil atos diários dos profissionais do SNS enfrentam todos os dias", afirmou.

Montenegro diz que há

Montenegro diz que há "perceção de caos" no SNS. Essa "não é a realidade"

O primeiro-ministro defendeu hoje há uma "perceção de caos" no Serviço Nacional de Saúde (SNS) mas disse que "isso não é realidade", argumentando que os tempos de espera nos hospitais "são os melhores dos últimos cinco anos". Lusa | 11:52 - 12/01/2026

Montenegro? Está "Desligado do país" e "apostado em desmantelar o SNS"

Em resposta às declarações do primeiro-ministro, várias personalidades da Esquerda se insurgiram: de líderes partidários a candidatos à Presidência.

Do lado da bancada socialista, José Luís Carneiro considerou que Luís Montenegro está "completamente desligado do país" e "descolado da realidade".

"Quando o primeiro-ministro diz que não há problemas na saúde, isto só pode ser justificado com uma insensibilidade e com o facto de alguém ter descolado da realidade já há muito tempo", defendeu em Fafe, no distrito de Braga, à margem de uma sessão do Parlamento dos Jovens organizada por uma escola profissional local.

Já do lado do PCP, Paulo Raimundo defendeu que a declaração do chefe do Governo vem em linha com um Executivo "apostado em desmantelar o SNS e em fazer da Saúde um grande negócio para um conjunto pequeno de grupos privados".

"E, portanto, introduz nesta discussão a ilusão, a propaganda, a roçar a mentira", acusou o comunista, em declarações à agência Lusa.

Portugueses estão "desesperados" com situação na Saúde

Por sua vez, o candidato apoiado por este partido às eleições presidenciais, António Filipe, não se desviou muito desta mesma visão.

"O primeiro-ministro terá declarado que não existe nenhum caos na saúde, o que há é uma perceção de caos na saúde. Bom, eu pergunto: se vemos pessoas a morrer por falta de assistência, por atrasos numa ambulância que não chega, isto é uma perceção ou é uma realidade? Essas pessoas terem morrido não é uma perceção", afirmou António Filipe durante um discurso com apoiantes em Campo Maior, Portalegre.

O seu adversário apoiado pelo PS, António José Seguro, também discorda taxativamente da posição do primeiro-ministro respondendo simplesmente: "Eu discordo do que diz respeito à situação, porque infelizmente os portugueses não têm saúde a tempo e horas e a minha preocupação não é com as palavras, é com as ações".

No final da campanha em Vila Real, Seguro aproveitou ainda para reforçar uma das bandeiras da sua candidatura - a Saúde - reforçando: "As situações que os portugueses estão a passar neste momento são indescritíveis, indignam-me, revoltam-me, já disse isso várias vezes e, portanto, estou ansioso se os portugueses me deem a sua confiança para tomar posse e começar de imediato a trabalhar num pacto para a Saúde".

Enquanto isso, Jorge Pinto, o candidato apoiado pelo Livre - não se desviando da posição da Esquerda - defendeu que "o caos existe", notando os casos de pessoas que morreram à espera de ambulâncias, e que a desvalorização de Montenegro não faz parte da solução e, aliás, "é também parte do problema".

"Os portugueses estão desesperados por não saberem que têm no Governo alguém que vá defender o SNS e, precisamente por isso, é que um Presidente da República deve dizer que o SNS vai ser defendido, custe o que custar, porque é isso que está em causa", considerou à margem de uma ação de campanha na Comunidade Energética de Telheiras, em Lisboa.

Durante o discurso na nova sede da Direção Executiva do SNS, Luís Montenegro defendeu que os tempos de espera nas urgências "são os melhores dos últimos cinco anos" e que a ministra da Saúde, Ana Paula Martins "tem evidenciado um nível de competência e de resistência notáveis".

Montenegro diz que há

Montenegro diz que há "perceção de caos" no SNS. Essa "não é a realidade"

O primeiro-ministro defendeu hoje há uma "perceção de caos" no Serviço Nacional de Saúde (SNS) mas disse que "isso não é realidade", argumentando que os tempos de espera nos hospitais "são os melhores dos últimos cinco anos". Lusa | 11:52 - 12/01/2026

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