"Não está ganho. Isso é o que o adversário quer que as pessoas pensem"

Fevereiro 6, 2026 - 09:00
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"Não está ganho. Isso é o que o adversário quer que as pessoas pensem"

"Ainda hoje quando entrei, e tenho assistido isso em todo o país, pessoas dizem-me que isto está ganho. Pois bem, não está ganho. Isso é o que o nosso adversário quer que as pessoas pensem", avisou António José Seguro perante o auditório presente no Fórum Lisboa, onde decorreu um comício esta noite, no penúltimo dia de campanha para a segunda volta das presidenciais.

 

O candidato mais votado na primeira volta reiterou que, para o país "não acordar com um pesadelo" ou surpresas no próximo domingo, "é necessário ir votar e mobilizar nesse sentido", garantindo que "amigos, vizinhos, familiares e colegas de trabalho vão todos votar".

Antes, Seguro insistiu que "não são as sondagens que elegem o próximo Presidente da República" e avisou que não há "eleições ganhas com antecedência".

O candidato à Presidência da República apoiado pelo PS apontou também uma "pequenina manobra" do adversário na corrida a Belém André Ventura que consiste em ver "se vai pouca gente votar" no dia 08.

"Já se aperceberam desta pequenina manobra, que é ver se vai pouca gente votar. Pois bem, em democracia são os votos daqueles que o querem fazer que elegem o Presidente da República", declarou.

Defendeu ainda que "quanto mais votos tiver o próximo Presidente da República, mais força eleitoral ele tem para exigir ao Governo aquilo que é necessário em matéria de soluções para melhorar a vida dos portugueses".

"Por isso é necessário que todos nós façamos esse esforço de mobilização. E termino como comecei, não por mim, mas por amor a Portugal", rematou o candidato para encerrar o discurso que fechou o dia de campanha.

Este comício decorreu no Fórum Lisboa, o mesmo local que tinha sido escolhido para o encerramento da campanha da primeira volta, mas desta vez não havia pessoas de pé e sobraram alguns lugares nas últimas filas desta sala. 

Seguro esteve acompanhado pela mulher, Margarida Maldonado Freitas, numa noite em que usou da palavra a atriz Beatriz Batarda e o mandatário distrital de Lisboa, Guilherme d'Oliveira Martins, que falaram depois das atuações musicais de Agir e Joana Alegre.

Entre as figuras socialistas - entre as quais voltou a não estar o líder do PS, José Luís Carneiro - destaque para os ex-ministros Alexandra Leitão, Duarte Cordeiro, João Soares, Ana Mendes Godinho, Adalberto Campos Fernandes, Ana Jorge ou Maria de Belém Roseira.

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