Mulher considerada culpada de matar os dois filhos e escondê-los em malas
Uma mãe da Nova Zelândia foi considerada culpada de matar os dois filhos e esconder os seus corpos em malas, num caso que causou ondas de horror por todo o país.
Hakyung Lee, de 44 anos, foi condenada por homicídio no Tribunal Superior de Auckland, na terça-feira, após um julgamento que durou cerca de duas semanas, conta a BBC. Declarou-se inocente.
Os advogados de Hakyung argumentaram insanidade para justificar o momento do duplo homicídio, que ocorreu meses após a morte do marido, vítima de cancro. Mas os procuradores argumentaram que as ações foram calculadas.
Os restos mortais dos filhos, Minu Jo, de 6 anos, e Yuna Jo, de 8, foram descobertos em 2022 por uma família que tinha comprado o conteúdo de um armazém abandonado, num leilão, em Auckland. As autoridades creem que os corpos tenham ficado armazenados ali durante vários anos.
A mulher foi detida em Ulsan, na Coreia do Sul, em setembro de 2022, e extraditada para a Nova Zelândia no final desse ano.
Durante o julgamento, foi dito em tribunal que as crianças não apresentavam sinais de trauma, embora ficasse claro que tivessem sido mortas. Um médico legista certificou que morreram por homicídio por meios não especificados, incluindo o uso de Nortriptilina, um antidepressivo, referiram.
O tribunal ouviu que Lee levantou a receita do medicamento prescrito para si numa farmácia em agosto de 2017 — cinco meses depois do marido, Ian Jo, ter sido diagnosticado com cancro.
A defesa alegou que a saúde mental de Hakyung piorou após a morte do marido e que esta passou a acreditar que seria melhor que todos morressem juntos. Isso levou-a a tentar matar-se e matar os filhos com o antidepressivo, mas errou na dose – e quando acordou, os filhos estavam mortos. Embora tenha matado os filhos, "não era culpada de homicídio devido à insanidade", disse o seu advogado.
No entanto, a acusação argumentou que a mulher demonstrou ter pensamento racional ao esconder os restos mortais das crianças, mudar de nome e voltar para a Coreia do Sul. Os homicídios foram "um ato egoísta para se livrar do fardo de ser mãe sozinha".
Na terça-feira, Hakyung estava de cabeça baixa e não reagiu quando o júri proferiu o veredito, que veio após cerca de três horas de deliberação. Deverá ser sentenciada em novembro e apanhar a pena perpétua.
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