Mourinho e o regresso a Stamford Bridge: "É o mesmo que ir até casa..."
José Mourinho abordou, esta sexta-feira, o seu regresso iminente ao Estádio de Stamford Bridge, no próximo jogo a contar para a Liga dos Campeões, frente ao Chelsea, clube onde venceu três campeonatos e onde começou a ser conhecido como o Special One.
"Para que se tenha uma ideia, o meu filho vai aos jogos e vai a pé desde casa. Está tão perto quanto possível. Quando estamos em casa, percebemos o resultado apenas ao ouvir o barulho, porque chega até casa. Estou simplesmente lá. É o mesmo que ir até casa", começou por dizer em declarações ao canal australiano do Stan Sport Football.
O jogo realizar-se-á no dia 30 de setembro, na próxima terça-feira, com o Benfica a deslocar-se até Londres para a segunda jornada da fase de liga da prova milionária, que o treinador português já conquistou em duas ocasiões.
"É um estádio no qual conquistei três Premier League, é um estádio no qual eu fiz história com o Chelsea. O Chelsea pertence à minha história, eu faço parte da hstória do Chelsea. Mas é o futebol. Eles querem vencer, eu quero vencer. E como dizia antes, vou aperceber-me onde estou antes do jogo e depois do jogo. Durante o jogo sinto que sei e tenho a capacidade de esquecer e apenas competir", concluiu.
‘Chelsea belongs to my history. I belong to Chelsea history’
Jose Mourinho will return to Stamford Bridge with Benfica and for him, it’ll always be home.
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De recordar que, na primeira jornada da Liga dos Campeões, o Benfica não teve um final feliz em casa, com o resultado de 3-2 favorável ao Qarabag no Estádio da Luz a ser 'fatal' para Bruno Lage, que foi despedido horas após o término da partida.
Já o Chelsea também não conseguiu sorrir no jogo inaugural, com uma derrota na visita à Allianz Arena, com o Bayern Munique a vencer por 3-1, com Harry Kane a voltar a 'assombrar' os blues.
Ancelotti abriu o 'livro' sobre a saída do Chelsea... e culpa é de Mourinho
A relação entre Carlo Ancelotti e Roman Abramovich acabaria, de resto, por piorar significativamente, a partir de março de 2010, quando o Chelsea foi eliminado, dos oitavos de final da Liga dos Campeões, pelo Internazionale, formação, então, comandada... pelo treinador português José Mourinho, o seu antecessor e agora treinador do Benfica, que acabaria mesmo por sagrar-se campeão europeu.
"No dia seguinte, Abramovich falou, não apenas para mim, mas também para todo o plantel. O meu problema foi que o triunfo de Mourinho não foi ótimo para a minha relação com Abramovich. Era suposto eu ser o antídoto de Mourinho, calmo, ponderado e capaz de reanimar o plantel, após o drama", atirou.
"De acordo com Abramovich, era suposto Mourinho ser uma força de gastar dinheiro. Ao permitir-lhe perturbar o guião, eu tinha envergonhado o proprietário. O sucesso ou o fracasso na Europa seria a maneira como eu seria avaliado por Abramovich, e a Liga dos Campeões custou-me o emprego", concluiu.
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