Morreu Ernesto Figueiredo, lenda do Sporting e parte dos Magriços
O Sporting emitiu, ao início da tarde deste sábado, uma nota de pesar pela morte de Ernesto Figueiredo, figura emblemática da sua história, que somou um total de 150 golos ao cabo de 232 jogos, entre 1960 e 1968, conquistando, pelo meio, um título de campeão nacional, uma Taça das Taças e ainda uma Taça de Portugal.
"O Sporting Clube de Portugal manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Ernesto Figueiredo, que partiu este sábado, aos 88 anos. Fica na História verde e branca como um dos seus avançados mais goleadores, tendo marcado 150 golos em 233 jogos ao longo de oito temporadas de Leão ao peito, entre 1960/1961 e 1967/1968", começa por referir o comunicado partilhado através das plataformas oficiais.
"Além de ter conquistado vários títulos ao serviço do Sporting CP, Figueiredo foi figura determinante desse sucesso na década de 1960, tanto a nível nacional como internacional. O avançado e os seus golos contribuíram decisivamente para a conquista dos Campeonatos Nacionais em 1961/1962 e 1965/1966, sendo neste último o melhor marcador, e uma Taça de Portugal (1962/1963), afirmando-se, depois, também como um dos heróis da Taça das Taças de 1963/1964", prossegue.
"Apontou seis golos na caminhada para o título europeu, um dos quais de extrema importância: foi o autor do 3-3 na final frente ao MTK que levou a decisão para a finalíssima. Reconhecido como um dos mais letais avançados da sua geração, Ernesto Figueiredo fez parte dos ‘Magriços’ que, em 1966, representaram Portugal pela primeira vez num Mundial", completa.
A terminar, o clube de Alvalade endereça, "aos amigos e, em especial, à família de Ernesto Figueiredo", as "mais sentidas condolências, enaltecendo e agradecendo os muitos anos de dedicação, serviço e devoção ao clube".
O percurso de Ernesto Figueiredo
Natural de Tomar, Ernesto Figueiredo deu os primeiros passos no mundo do futebol ao serviço do Matrena, tendo-se mudado para o União de Tomar, em 1956, com apenas 19 anos de idade. Aí permaneceu, até 1959, quando rumou ao Vitória de Sernache, captando as atenções de tudo e todos, ao marcar 28 golos em apenas 17 partidas.
O Sporting não hesitou em recrutá-lo, no ano seguinte, e foi, precisamente, em Alvalade que passou aqueles que foram os melhores momentos da carreira. Em 1968, partiu para o Vitória FC, e, daí, para Esperança de Lagos e, finalmente, de volta para o Matrena, onde decidiu colocar um ponto final na carreira, já em 1976.
Pelo meio, o avançado representou a principal seleção de Portugal em seis ocasiões, tendo, inclusive, sido chamado por Otto Glória para atuar no Campeonato do Mundo de 1966, disputado em Inglaterra, onde fez parte dos 'eternos' Magriços, ao lado de nomes incontornáveis, como Eusébio, Mário Coluna, Hilário ou José Pereira.
Aí, recorde-se, a equipa das quinas conseguiu alcançar as meias finais, onde foi travado pela nação anfitriã, Inglaterra, nas meias finais, por 2-1, fruto de um 'bis' de Bobby Charlton, ao qual Eusébio 'respondeu', na conversão de uma grande penalidade, no Estádio de Wembley.
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