Morreu a cientista e primatóloga Jane Goodall aos 91 anos
A conhecida defensora de primatas Jane Goodall morreu esta quarta-feira aos 91 anos de causas naturais na Califórnia, nos Estados Unidos.
A informação é transmitida pelo instituto criado pela própria, o Instituto Jane Goodall, nas suas redes sociais.
"O Instituto Goodall soube esta manhã, quarta-feira, 1 de outubro de 2025, que a Dr.ª Jane Goodall, Mensageira da Paz da ONU e fundadora do Instituto Jane Goodall, morreu devido a causas naturais", informou. "Ela estava na Califórnia devido à sua digressão pelos Estados Unidos", acrescentou a nota.
"O trabalho de Goodall como etóloga revolucionou a ciência. Foi uma defensora incansável da proteção e recuperação do nosso mundo natural", concluiu o instituto.
O 'site' da fundação descreve o legado da cientista como inovador, relembrando que quando Goodall percebeu que a sobrevivência dos chimpanzés estava ameaçada pela destruição contínua do seu habitat e pelo tráfico ilegal deste animal, rapidamente pôs mãos à obra.
"Ela desenvolveu uma abordagem inovadora para a conservação das espécies que melhora a vida das pessoas, dos animais e do ambiente, honrando a sua conexão mútua", afirmou a instituição.
A investigação da primatóloga foi crucial para a perceção que existe hoje em dia sobre o quão semelhantes estes primatas são do ser humano - e tudo começou em 1960, quando, com apenas 26 anos, Goodall entrou pela primeira vez na Tanzânia.
Ela adotou uma "abordagem pouco ortodoxa" para a sua pesquisa, disse a fundação, "mergulhando no habitat e na vida deles para experimentar a sua complexa sociedade como uma vizinha, em vez de uma observadora distante".
A ABC News recorda uma entrevista com a cientista em 2020 onde Goodall realçou as semelhanças entre humanos e primatas.
"O seu comportamento, os seus gestos, os beijos, os abraços, o dar as mãos e o dar palmadinhas nas costas", enumerou. "O facto de que eles conseguem ser violentos e brutais e ter uma espécie de guerra, mas também terem compaixão e serem altruístas", defendeu.
JOEL SAGET/AFP via Getty Images
O seu amor por animais, contou na mesma entrevista, sempre lá esteve desde o momento em que veio ao mundo. Enquanto criança, diz que sonhava em viajar até África e viver entre os animais selvagens e a natureza. Foi só aos 10 anos quando os livros 'Doutor Dolittle' e 'Tarzan' lhe passaram pelas mãos que o amor pelos primatas brotou, alterando por completo a trajetória da sua vida.
Goodall foi não só um marco na ciência, mas também no acesso das mulheres à mesma, sendo reconhecida por ser a pioneira e abrir caminho para as mais jovens puderem seguir os seus passos. Nas últimas seis décadas, o número de mulheres neste setor, de acordo com o Instituto Jane Goodall, aumentou de 7% para 26%.
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