MNE britânica falou com Rubio. "Compromisso com o direito internacional"

Janeiro 5, 2026 - 22:00
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MNE britânica falou com Rubio. "Compromisso com o direito internacional"

Numa declaração no Parlamento britânico, Yvette Cooper afirmou que "o compromisso com o direito internacional é extremamente importante para este governo", mas alegou que "cabe aos EUA estabelecer a base jurídica para as suas ações" no debate sobre a situação na ONU.

 

"O nosso foco coletivo e imediato deve ser evitar qualquer deterioração na Venezuela em termos de instabilidade, criminalidade, repressão ou violência", sublinhou. 

Questionada repetidamente pela oposição e alguns deputados do Partido Trabalhista sobre se os EUA violaram o direito internacional, Cooper evitou admoestar a Casa Branca.  

Uma sondagem divulgada pela empresa YouGov mostrou que a maioria dos britânicos (51%) se opõe à intervenção norte-americana, face a apenas 21% que a apoiam.

Quanto à posição que o Governo britânico deve adotar, a opinião pública encontra-se dividida: 34% consideram que Londres não deve nem criticar nem apoiar a operação, enquanto 32% defendem que o Executivo deve condená-la publicamente.

Apenas uma minoria de 8% entende que o Reino Unido devia aplaudir a ação do Presidente norte-americano, Donald Trump.

Numa declaração sobre os acontecimentos, no sábado, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, salientou a posição de Londres a favor de uma transição "segura e pacífica" para substituir um "Presidente ilegítimo" e afirmou que não lamenta o fim do regime de Nicolás Maduro. 

No entanto, recusou condenar diretamente os Estados Unidos, preferindo reiterar o respeito pela legislação internacional. 

Por seu lado, a líder do Partido Conservador, o principal partido da oposição, Kemy Badenoch, afirmou compreender "por que razão os EUA tomaram esta medida", apesar da preocupação "quanto ao precedente que cria, especialmente quando são feitos comentários sobre o futuro da Gronelândia".

Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar Maduro e a mulher, Cilia Flores. Trump afirmou que vai governar o país até se concluir uma transição de poder.

Perante um tribunal de Nova Iorque, Maduro e Flores declaram-se inocentes das acusações de corrupção, branqueamento de capitais e tráfico de droga. Os dois acusados vão continuar detidos, estando marcada para 17 de março a próxima audiência.

A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro.

A UE defendeu que a transição política na Venezuela deve incluir os líderes da oposição María Corina Machado e Edmundo González.

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