Milhões manifestam-se nos EUA contra autoritarismo de Trump
Mais de 2.700 concentrações e manifestações estão previstas ao longo do dia em todos os estados norte-americanos, das grandes cidades às pequenas localidades rurais, e aconteceram também fora do país, incluindo Lisboa ou Madrid, apoiadas por organizações da sociedade civil.
Num dia de mobilização criticada pela direita, que apelidou o movimento "de ódio contra a América", os manifestantes saíram às ruas para protestar contra a "tomada de poder autoritária" do Presidente republicano, informaram os organizadores.
Com cartazes com dizeres como "nada é mais patriótico do que protestar" ou "resistir ao fascismo", em muitos lugares os eventos pareciam mais uma festa de rua, com bandas a tocar, um enorme cartaz com o preâmbulo da Constituição dos Estados Unidos - "nós, o Povo" - que as pessoas podiam assinar, e manifestantes a usar fatos insufláveis, que se tornaram um símbolo de resistência em Portland, Oregon.
"É urgente que todos se mobilizem e façam todo o possível para resistir à queda da democracia que estamos a viver", afirmou Hannah Foster, de 41 anos, funcionária de uma empresa de joias que participou no protesto que reuniu milhares de pessoas em Nova Iorque, a partir da famosa Times Square, citada pela agência France-Presse
"Temo que os Estados Unidos se tornem, como já acontece de certa forma, um regime muito cruel, desonesto e autoritário, onde a dignidade e os direitos das pessoas deixaram de ser respeitados", disse Colleen Hoffman, uma aposentada.
Na capital, Washington, numa manifestação próximo do Congresso, a multidão pediu em coro que Donald Trump "saia", enquanto na Florida manifestantes exibiam cartazes mostrando o Presidente com disfarce e maquilhado como Staline e como Rainha da Inglaterra.
Em Boston, no parque Boston Common; no Grant Park de Chicago; junto aos edifícios estaduais no Tennessee e Indiana e frente a um tribunal em Billings, Montana, mas também em Atlanta, foram centenas os espaços públicos que os manifestantes encheram para gritar "não a reis, não a Trump".
Desde seu regresso ao poder, em janeiro, Donald Trump abalou o equilíbrio no sistema democrático norte-americano ao interferir nos poderes do Congresso e dos governos dos diferentes estados, e ao ameaçar os seus opositores com retaliações judiciais.
Esta é a terceira mobilização em massa desde o regresso de Trump à Casa Branca, e acontece num momento em que o atual executivo tem estado a testar o equilíbrio dos poderes, pressionando o Congresso e os Tribunais "em direção ao autoritarismo", segundo os manifestantes.
Veja as imagens na galeria acima.
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