Messi fala do pós-futebol e assume: "Vencer Mundial foi como ter filhos"
Lionel Messi marcou, esta quinta-feira, presença no primeiro dia do American Business Forum (ABF), na qual abordou toda uma série de temas, começando, desde logo, pelos "sacrifícios" que teve de fazer, desde os primeiros passos, no Newell's Old Boys, até chegar ao ponto mais alto do futebol mundial.
"Sempre disse que Deus me deu um dom, escolheu-me. Fui assim, desde pequenino, mas, depois, pelo caminho, fiz muitos sacrifícios e esforços para fortalecer todo esse dom que tinha, porque há muita gente que tem muitas condições futebolísticas, gente muito boa em todas as partes do mundo, mas, para ser profissional, é preciso fazer um sacrifício muito grande, e eu sempre tive isso como objetivo. Fiz tudo o que era possível para alcançá-lo, mas sou grato a Deus, por me ter dado o principal", afirmou.
"A primeira saída de Barcelona para Paris, foi dura, porque tínhamos passado toda a vida em Barcelona, estávamos muito bem. A família, as crianças... Tínhamos tudo. Fui para lá com 13 anos, fiz lá toda a minha vida. A minha mulher chegou lá quando eu tinha 20 ou 21 anos. As mudanças nunca são fáceis, temos de adaptar-nos, mas a verdade é que adaptámo-nos bem à cidade, juntamente com as crianças e a mulher", prosseguiu.
"A nível futebolístico e do dia a dia, as coisas não correram bem, eu não me divertia, por uma série de coisas, também por ser tudo novo para mim, muito diferente ao que estava habituado. Fico com aquilo que amo, com muitas coisas positivas que vivemos, em família, e que nos ajudaram a continuar a crescer na vida em geral", completou.
Já a mudança mais recente, do Paris Saint-Germain (PSG) para o Inter Miami, "foi diferente, porque foi uma decisão em família": "Decidimos prosseguir a minha carreira profissional em Miami, e penso que isso significa muito, escolher onde queremos estar e poder fazê-lo. Isso faz com que as coisas sejam muito mais fáceis. A chegada foi espetacular, viver nesta cidade incrível, com o carinho de todos, desde o primeiro dia... Estou muito grato".
"Quando conquistei o Mundial, tive a mesma sensação de quando nasceram os meus filhos"
O internacional argentino virou, de seguida, baterias para a conquistad do Campeonato do Mundo de 2022, no Qatar: "Foi especial, primeiro, porque, para um jogador, conquistar um Mundial é o máximo. É como qualquer profissional chegar ao máximo, não há nada acima disso, não podemos pedir mais nada. Ainda por cima, tive a sorte de ter conquistado tudo, antes, a nível de clube e individual. Pela seleção, também conquistámos a Copa América, que também faltava. Foi como fechar toda a minha carreira com aquele troféu".
"É difícil explicar como uma pessoa se sente. A sensação que me assolou, com as devidas distâncias e sem comparar, porque não têm nada a ver... Quando conquistei o Mundial, tive a mesma sensação de quando nasceram os meus filhos, uma sensação que tive a sorte de viver. Sei o que significa, é explicar o que se sente num momento daqueles. É tão especial e tão grande que tudo aquilo que se possa dizer é pouco", acrescentou.
A terminar, o avançado de 38 anos de idade 'levantou o véu' sobre os planos que tem em mente quanto àquilo que irá fazer, após dar a carreira de futebolista por terminada: "A verdade é que tive uma carreira desportiva muito longa, continuo a tê-la, e tive sempre pessoas à minha volta de confiança, que se ocupavam de tudo isso".
"Mas também é verdade que, recentemente, comecei a interessar-me muito por aquilo que poderia fazer. O futebol tem um prazo de validade, infelizmente. Em determinado momento, acaba. Gosto de começar a ver o que posso fazer, por onde posso arrancar, mas a questão empresarial é algo que me interessa, de que gosto. Quero continuar a aprender muito, porque não sei nada", concluiu.
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