Mendes: Não se deixe para "lotaria da 2.ª volta" a defesa da estabilidade
Num comício no Porto, no penúltimo dia de campanha eleitoral, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP disse ter ouvido na rua, nestas duas semanas, a mensagem de que "os portugueses querem mais Governo", em áreas como a saúde e as pensões, e até do Presidente da República.
"Compreendo, aceito esse desafio. Nós vamos trabalhar para dar mais aos portugueses. Na Presidência da República, na relação com o Governo, na relação com os partidos, a fazer consensos, a estabelecer convergências na estabilidade e na ambição", assegurou.
Marques Mendes deixou, por outro lado, a garantia de que, se for eleito, consigo não haverá "surpresas ou ziguezagues, nem funcionará a lógica do catavento".
"Não, não serei um Presidente que cria crises. Mas também quero dizer-vos: se alguém quiser criar uma crise política, também não hesitarei em tomar as decisões necessárias para a resolver", disse, sem explicitar em concreto ao que se referia.
Por outro lado, assegurou que não será "um Presidente que num momento em que há tensões, fica tenso!
"Que num momento em que há tensões, perde a sanidade. Ou até que num momento em que há tensões, não sabe bem onde para a sua cabeça", afirmou, numa referência aparente ao adversário Cotrim Figueiredo.
No final da sua intervenção, o candidato e antigo líder do PSD dramatizou a "importância capital" do voto no próximo domingo.
"Não entreguemos à lotaria da segunda volta a defesa da liberdade, da democracia e de uma maior coesão para Portugal. Temos que agir já intensamente nesta primeira volta, votando de forma maciça nesta candidatura", apelou.
Mendes pediu a todos que "tenham a coragem de acreditar" que é possível vencer esta eleição e "passar já a segunda volta em primeiro lugar", através de uma concentração de votos em si.
"Não entreguemos à lotaria da segunda volta o nosso país. Não entreguemos à lotaria da segunda volta o nosso futuro. Não entreguemos à lotaria da segunda volta a nossa estabilidade", apelou.
Na sua intervenção, Marques Mendes agradeceu o vídeo do antigo Presidente da República Cavaco Silva, hoje transmitido, em que este lhe reiterou apoio, salientando que trabalhou "do primeiro ao último dia" nos seus governos, que considerou os mais reformadores da democracia portuguesa.
O candidato considerou que a sua candidatura tem sido "um exemplo de coragem" nos últimos meses, começando pela "coragem da moderação", numa altura em que "está muito na moda o radicalismo, o extremismo".
"Depois a coragem da decência. Em vários momentos desta campanha eleitoral, quando alguns fizeram tudo para que o debate ficasse ou caísse na lama, eu acho que tive a coragem de afirmar a decência na vida política nacional", afirmou, numa das passagens mais aplaudidas da sua intervenção.
Em terceiro lugar, "a coragem de afirmar os valores da democracia", disse, considerando que esta é "a primeira missão de um Presidente da República", além de cumprir a Constituição.
E, para o futuro, "a coragem de mudar".
"Mais do mesmo não é a solução. As pessoas querem mais: querem mais na economia, querem mais na saúde, querem mais na educação, querem mais nas suas condições de vida", afirmou.
O candidato a Presidente da República defendeu que é preciso "criar esperança em milhares e milhares de portugueses que hoje estão angustiados".
"À direita ou à esquerda. Nós temos que ter esta coragem de mudar. A coragem de reformar, mudar implica reformar", afirmou, defendendo que esta coragem pode ser exercida pela palavra e pela magistratura de influência.
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