Mau tempo? Quase "mil milhões" de prejuízos reportados por 4.000 empresas

Fevereiro 17, 2026 - 16:00
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Mau tempo? Quase "mil milhões" de prejuízos reportados por 4.000 empresas

"A nível das empresas, já há muitas candidaturas, estamos a falar de mais de quatro mil empresas que se candidataram, num valor que anda já a chegar aos mil milhões de euros, já passa os 900 milhões, e já estão na conta das empresas mais de 200 processos", afirmou Manuel Castro Almeida.

 

Em relação a estragos em habitações próprias, já foram entregues mais de 11 mil pedidos de apoio, acrescentou.

"Já começaram a ser feitos pagamentos quer pela CCDR [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional) Centro, quer pela CCDR de Lisboa e Vale do Tejo.

"Nós demos prioridade, evidentemente, às pessoas, depois às fábricas, onde estão os empregos das pessoas, mas agora é a altura de podermos avaliar muitos prejuízos que as câmaras tiveram", explicou.

Estas entidades, segundo o governante, também já começaram a analisar e a pagar os primeiros pedidos de apoio efetuados pelos municípios.

Contudo, muitos deles estão ainda a efetuar o levantamento dos prejuízos, como são os casos de Arruda dos Vinhos e de Sobral de Monte Agraço, concelhos do distrito de Lisboa que o governante visitou hoje.

Na visita que fez, Manuel Castro Almeida pode constatar os "prejuízos enormes" em estradas, redes de água e de saneamento e em alguns equipamentos públicos, que são "incompatíveis com os orçamentos municipais".

"Vamos ter que ajudar. E estamos a ver agora quais são os termos mais justos e mais equitativos de poder dar essa ajuda que os municípios precisam", salientou, acrescentando que já estão disponíveis os formulários de candidatura para os municípios.

O governante garantiu "justiça e equidade" na análise dos pedidos de cada município.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.

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