"Marques Mendes pretende ser o Presidente da República deste Governo"

Janeiro 4, 2026 - 20:00
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"Marques Mendes pretende ser o Presidente da República deste Governo"

Após um contacto com a população no Barreiro, distrito de Setúbal, António Filipe foi questionado sobre a participação do primeiro-ministro hoje numa ação de campanha de Luís Marques Mendes, respondendo que "é normal".

 

"O candidato Luís Marques Mendes é o candidato do PSD e o Luís Montenegro é o presidente do PSD. E, portanto, acho natural, acho que isso coincide perfeitamente. Luís Marques Mendes pretende ser o Presidente da República deste Governo e para apoiar a política deste Governo, e, portanto, eu acho natural que o primeiro-ministro o apoie", afirmou o candidato presidencial apoiado pelo PCP e PEV.

Hoje Luís Marques Mendes comprometeu-se a ser um Presidente da República independente, assegurando que não será um "apoiante do Governo" caso seja eleito para Belém.

"Se há um candidato do Governo é o candidato Luís Marques Mendes. Eu creio que isso é um dado adquirido. Agora, é óbvio que faz parte do seu discurso eleitoral procurar, de certa forma, demarcar-se, sobretudo, daquilo que são as medidas mais impopulares deste Governo. Mas isso, eu diria, está colado à pele", comentou António Filipe.

Sobre o voto útil no candidato presidencial apoiado pelo PSD pedido hoje por Luís Montenegro, o ex-deputado comunista respondeu: - "Mas o voto útil é em Marques Mendes? Meu Deus!".

Para António Filipe, "uma candidatura vale por si ou não vale nada".

"E a minha candidatura quer valer por si, independentemente de quaisquer outras candidaturas, seja elas mais à direita ou mais ao centro, mas a minha candidatura é a candidatura assumidamente da Constituição, dos valores de Abril, da esquerda", frisou, referindo que, quando surgiu, a sua "era uma candidatura que se demarcava das já existentes e que era insubstituível".

No seu discurso perante os apoiantes, António Filipe voltou a falar sobre o pacote laboral e recuou no tempo falando em três candidatos que "nada fizeram" para lutar contra as medidas da troika, como Marques Mendes, André Ventura e António José Seguro.

"Eu digo que há os candidatos que apoiam o pacote laboral e há os candidatos que estão em cima do muro a ver para onde é que as coisas caem. E eu não estou em nenhuma dessas posições, eu estou claramente do outro lado do muro, do lado dos trabalhadores, do lado daqueles que se sentem lesados se este pacote laboral for por diante e é aí que eu quero estar", disse depois aos jornalistas, referindo que espera que a proposta do Governo seja derrotada antes das eleições presidenciais.

No final do encontro, António Filipe ainda bebeu uma ginjinha e comeu bolo-rei junto com os apoiantes.

Onze candidatos disputam as eleições presidenciais que estão marcadas para 18 de janeiro.

Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.

Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.

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Marques Mendes garante que não será "um apoiante do Governo" em Belém

O candidato presidencial Luís Marques Mendes comprometeu-se hoje a ser um Presidente da República independente, assegurando que não será um "apoiante do Governo" caso seja eleito para Belém. Lusa | 15:52 - 04/01/2026

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