Marques Mendes garante que não será "um apoiante do Governo" em Belém
"Tenho muito orgulho na minha família política. Não renego à minha identidade política nem às minhas origens políticas, mas evidentemente que sempre fui muito independente e continuarei a ser assim na Presidência da República. Acho que é isso que é útil a Portugal e acho que é isso que é coerente com a minha maneira de ser, e é aquilo que os portugueses querem", afirmou.
Esta promessa foi deixada por Luís Marques Mendes num discurso durante um almoço-comício com centenas de apoiantes, na Batalha, distrito de Leiria, que contou com as presenças do presidente do PSD, Luís Montenegro, do secretário-geral do partido, Hugo Soares, do líder parlamentar do CDS-PP, Paulo Núncio, do ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, e do mandatário nacional da candidatura, Rui Moreira.
"Vou ser um apoiante do Governo? Não, não é essa a missão de um Presidente da República. Mas vou ser um apoiante das boas decisões e resultados do Governo? Com certeza, e ajudar a que esses resultados e decisões surjam é a minha obrigação. Vou ser um adversário do Governo deste ou de qualquer outro? Não, não é essa a atitude condizente com o Presidente da República, mas vou ser um adversário das falhas que este ou outro Governo tenha? Com certeza, é isso que os portugueses querem, alguém que possa chamar a atenção para ser útil, construtivo e eficaz em prol do país", antecipou.
Discursando logo a seguir a Luís Montenegro, Marques Mendes assinalou que os dois são amigos "há 26 anos" e classificou o primeiro-ministro como "um amigo do seu amigo, leal e solidário em todos os momentos, os bons e os maus".
"Mas é também gratificante ter aqui o político, o político que subiu na política a pulso, que subiu na política com coragem, com perseverança, com persistência e com determinação. E teve isso em todos os lugares, no parlamento e agora de uma forma especial no Governo de Portugal. É um exemplo como amigo, é um exemplo como político, caráter, coragem, capacidade de decisão, vontade de arriscar em nome de Portugal", salientou.
Luís Marques Mendes destacou também a sua experiência e sustentou que "experiência não é imobilismo, experiência não é paralisia, experiência não é ficar parado, experiência não é ser inativo", mas sim "segurança e mudança".
"Não quero ser Presidente da República para que as coisas continuem a mesma. Quero ser Presidente da República para ajudar a mudar, para ajudar a reformar, para ajudar a transformar, para ajudar a melhorar a vida dos portugueses, para termos menos filas de espera nos hospitais, para termos menos problemas de urgências, para termos menos pesadelo com as casas que não existem em Portugal. É para ser um Presidente da mudança, de ajudar à mudança, à transformação, à melhoria das condições de vida", indicou.
No início do almoço, foi apresentada a mandatária da candidatura de Luís Marques Mendes para a Igualdade e Direitos Humanos, a antiga atleta paralímpica Odete Fiúza.
No seu discurso, a mandatária defendeu que o candidato que apoia "tem demonstrado ser uma pessoa íntegra, independente", que "respeita as instituições, respeita a Constituição da República Portuguesa, valoriza a democracia e sabe compreender o cargo de Presidente da República, que não é um palco para protagonismos pessoais, mas sim um espaço para colocar ao serviço do país".
Odete Fiúza assinalou ainda que Marques Mendes "tem uma longa experiência", entende que "uma sociedade moderna é aquela que não deixa ninguém para trás" e compreende que "a inclusão não é um favor, mas sim um dever e um imperativo constitucional, que a dignidade humana não se hierarquiza, mas que é uma questão de direitos humanos".
Antes, falou também o mandatário para o distrito de Leiria, o empresário António Poças, que começou com uma analogia sobre uma viagem de avião e qual o melhor piloto.
"Temos um que sabe conduzir submarinos, mas não sabe conduzir aviões. Temos outro que sabe conduzir aviões, mas não conduz aviões há muito tempo. Temos outro que pensa que é piloto de acrobacias e só faz piruetas. E temos outro em quem podemos confiar, que sabe o caminho e sabe como nos levar lá, parece-me que a escolha será óbvia", salientou.
[Notícia atualizada às 15h57]
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